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Entre o Discurso e a Prática: Dinâmicas de Poder na Não-Monogamia Branca e Negra

Recentemente li um artigo muito interessante sobre  Brancogamia: Quando a Branquitude Contamina as Narrativas Não-Monogâmicas abordando como o conceito de não monogamia pode ser interpretado e vivido de maneira diferente dependendo dos contextos sociais, raciais e históricos.


Nesse contexto, a discussão sobre as diferenças entre as não-monogamias "branca" e "negra" busca criticar como as práticas e discursos não-monogâmicos predominantes no Ocidente frequentemente refletem privilégios estruturais. De início essas abordagens tendem a ignorar as especificidades históricas e sociais das relações afetivas de pessoas racializadas e de povos originários, que possuem formas de não-monogamia enraizadas em valores coletivos, comunitários e de resistência, distintas das dinâmicas individualistas observadas em muitos contextos ocidentais.


A "não-monogamia branca" é frequentemente criticada por sua abordagem individualista, centrada na autonomia absoluta emocional e relacional. Essa perspectiva tende a ignorar as dinâmicas de poder e privilégio, além da realidade de que nem todas as pessoas possuem os mesmos recursos materiais, emocionais ou sociais para lidar com essas configurações de relação de forma equitativa, sem risco de sua exploração pessoal. Muitas vezes, esse discurso e pratica tendem a ser utilizados para justificar e naturalizar práticas que colocam certos indivíduos em posições vulneráveis, como serem "deixados na prateleira", enquanto outros vínculos afetivos são priorizados. Essa abordagem, em grande parte, reflete uma desconexão das opressões estruturais — como racismo, colonialismo e desigualdades socioeconômicas —, perpetuando dinâmicas de exclusão em vez de promover relações mais justas e solidárias.


Por outro lado, a "não-monogamia negra" buscaria resgatar a construção de relações baseadas em redes de responsabilidade, apoio e cuidado mútuo, frequentemente enraizadas nas tradições e nas lutas de resistência das comunidades negras, indígenas e nativas. Diferentemente de abordagens centradas exclusivamente na autonomia individual, ela enfatiza a coletividade, o respeito e o reconhecimento das experiências históricas de exclusão e opressão. Essa perspectiva questiona o impacto do colonialismo e da monogamia como imposições culturais que restringem a liberdade afetiva e desconsideram formas de relacionamento mais alinhadas com os valores de solidariedade e reciprocidade. Assim, promove vínculos afetivos que não apenas reconhecem, mas também desafiam as estruturas de poder herdadas dessas imposições.


A reflexão sugere que, na prática, a não monogamia quando é apropriada pela branquitude muitas vezes pode reproduzir desigualdades sociais ao invés de combatê-las. Já a "não monogamia negra", por outro lado, é apresentada como uma alternativa que reconhece essas desigualdades e propõe relações baseadas na coletividade, no cuidado mútuo e na solidariedade.


Aqui metáfora da "extração de afeto" é poderosa. Ela reflete o uso de pessoas como fontes de prazer ou validação emocional, sem reciprocidade ou o compromisso que uma relação exige. Essa questão não é exclusiva da não-monogamia; é algo que também acontece em relações monogâmicas. Mas, no contexto da não-monogamia praticada de forma irresponsável, esse comportamento pode ser camuflado sob o discurso de "liberdade" e "autonomia".


Nesse sentido, o conceito de "não-monogamia branca" refere-se à tendência de tratar a não-monogamia como uma ferramenta para explorar afetos e relações de maneira desigual, mantendo algumas pessoas em posições subalternas enquanto priorizam outros vínculos. Essa dinâmica reflete privilégios raciais, sociais e econômicos que oferecem maior flexibilidade emocional e prática para aqueles em posições favorecidas em relação aos outros, permitindo-lhes navegar relacionamentos sem considerar plenamente as vulnerabilidades ou limitações de seus parceiros.


- Justificando a "natureza humana" pela não-monogamia antiga

Outro aspecto interessante proposta é que a não-monogamia branca contemporânea muitas vezes recorre a estudos antropológicos para afirmar que práticas não-monogâmicas são naturais para os humanos. Exemplos incluem sociedades caçadoras-coletoras e práticas de poligamia em diferentes culturas pelo planeta. No entanto, essa argumentação pode ser retoricamente apropriada quando ignora certos aspectos:

.1) Romantização sem contexto: As sociedades pré-modernas tinham dinâmicas não monogâmicas muito diferentes das contemporâneas ocidentais baseadas no neoliberalismo, individualismo, narcisismo, egocentrismo, competição e exploração. Suas práticas muitas vezes eram orientadas para a coletividade e a sustentabilidade comunitária, ao invés de busca individual de liberdade e prazer. Assim muitas vezes, práticas não-monogâmicas de povos indígenas, africanos e asiáticos são invocadas para justificar uma suposta "naturalidade" da não-monogamia, mas sem reconhecer o contexto comunitário e espiritual que sustentava essas práticas.

.2) Seleção de exemplos: Muitos desses discursos destacam apenas práticas que justificam a não-monogamia, ignorando outras culturas onde a monogamia se manifestava.

.3) Desvinculação da coletividade: Enquanto a não-monogamia originária estava enraizada em redes de suporte mútuo, solidariedade e responsabilidade coletiva, a não-monogamia branca frequentemente desconsidera esses valores e os transforma em narrativas individualistas.

Assim, o discurso da "não-monogamia natural" pode servir como uma ferramenta para justificar dinâmicas neoliberais, como exploração emocional e narcisismo, em vez de um modelo genuinamente coletivo e responsável.


- Não-monogamia branca como expressão neoliberal

A não-monogamia que emergiu no Ocidente pós maio de 1968 muitas vezes está ligada ao individualismo, ao hedonismo e à autonomia neoliberal. Características desse modelo incluem:

.1) Hierarquias afetivas: Usar o discurso de liberdade para justificar manter múltiplos parceiros em níveis diferentes de prioridade, deixando alguns à margem.

.2) Exploração emocional: Tratar relações de maneira transacional, absorvendo o afeto alheio sem precisar se responsabilizar em devolver suporte emocional ou estabilidade.

.3) Falta de reciprocidade: A busca de múltiplas conexões tende a beneficiar principalmente quem tem capital social, racial ou econômico, enquanto marginaliza parceiros em posições de menor poder (ex.: negros, mulheres, LGBTQIA+).

Esse modelo pode ser interpretado como uma extensão da lógica capitalista aplicada aos afetos: priorizar o prazer pessoal imediato enquanto externaliza os custos emocionais para outros.


- O Problema do Discurso Idealizado

Quando os defensores da não-monogamia dizem que suas relações são superiores porque são baseadas em consentimento, acordos e autonomia, há um risco de apagar as falhas humanas que sempre existiram em qualquer modelo de relacionamento. Isso cria uma narrativa de "nós somos éticos, e os outros, não", o que pode mascarar as mesmas práticas de exploração e descaso emocional que eles criticam nos modelos monogâmicos.

O problema é que o discurso de "evolução" ou "superioridade" cria uma blindagem moral. Se algo dá errado — se alguém se sente usado, deixado de lado, ou emocionalmente extraído —, a resposta costuma ser: "Ah, mas você concordou com isso, então o problema não é o modelo, é a sua interpretação." Essa lógica transfere a responsabilidade completamente para a pessoa que sofre, enquanto a outra segue justificando suas ações sob o manto de uma prática elevada.


- A Prática: Desigualdade e Reserva Afetiva

A ideia de "manter o outro na reserva" é real e comum em dinâmicas não-monogâmicas mal administradas. Pessoas podem usar a liberdade de explorar várias conexões para manter parceiros disponíveis apenas quando conveniente, sem oferecer um espaço emocional equivalente. Essa prática é ainda mais problemática porque:

.1) A validação emocional e sexual: O prazer tende a ser centralizado em quem tem mais "poder" na relação, geralmente quem define os termos ou tem mais opções.

.2) A competição afetiva velada: Em alguns casos, os parceiros acabam reféns de competições intensas por atenção ou tempo do parceiro mais requisitado, o que lhes obrigará a usar todo seu capital social para conseguir vencer e obter vantagem em relação aos concorrentes, o que reforça a exploração dominante, mesmo quando isso vai contra o discurso oficial de igualdade.


- O Narcisismo e a Responsabilidade

A crítica sobre o narcisismo do "pós-maio de 68" é muito pertinente, porque esse modelo neoliberal de relações privilegia o prazer individual acima de tudo, mesmo sob a fachada de consentimento e ética. A ideia é: "Se eu não me sinto obrigado a nada, então estou sendo ético." Mas isso ignora que relações humanas implicam uma dose de responsabilidade mútua, mesmo que não sejam exclusivas. Esse narcisismo disfarçado pode levar a uma cultura relacional em que:

.1) Sentimentos de exclusão ou exploração são desconsiderados porque, tecnicamente, as pessoas "concordaram" com os termos.

.2) A autonomia vira desculpa para desrespeito: A ideia de que "não sou responsável pelo que você sente, desde que eu tenha sido honesto" pode ser usada para fugir de um diálogo mais profundo.


- Não-monogamia negra: integração e reparação

A não-monogamia negra se diferencia por:

.1)  Histórico de exclusão: Pessoas negras historicamente foram desumanizadas e excluídas das narrativas de afeto. A não-monogamia negra frequentemente se baseia em reparar essa exclusão, promovendo afetos que valorizam a comunidade, integração e a igualdade.

.2) Coletividade: Em vez de explorar ou descartar afetos, a não-monogamia negra busca criar redes de suporte mútuo, onde cada pessoa tem a oportunidade de ser plenamente integrada, respeitada e valorizada. Nesse sentido, quando alguém se encontra em uma posição de subalternidade dentro de uma dinâmica não-monogâmica, a rede e as pessoas envolvidas têm o compromisso de se sensibilizar e agir ativamente para garantir que essa pessoa não permaneça em um estado de carência, exploração ou vulnerabilidade. O objetivo é fortalecê-la, promovendo o desenvolvimento de uma rede própria de conexões equilibradas, autonomia afetiva e um espaço de respeito mútuo. Assim, a prática relacional deixa de ser centrada em interesses individuais para se transformar em um processo inclusivo, que distribui poder e afeto de maneira justa, evitando dinâmicas exploratórias. Entretanto, essa responsabilização exige esforço, empatia e uma disposição real para compartilhar poder, o que pode ser considerado trabalhoso ou desinteressante para aqueles que detêm maior poder dentro de uma dinâmica não-monogâmica de matriz branca. Assim, essa prática de responsabilização muitas vezes é descartada ou relegada ao nível do discurso, funcionando apenas como uma justificativa retórica para evitar desconfortos e preservar a aparência de ética relacional, sem promover mudanças significativas na prática.


- Demandas éticas na não-monogamia

Se a não-monogamia branca deseja ser verdadeiramente ética e integrada, ela deve:

.1) Reconhecer privilégios estruturais: Admitir como raça, classe, gênero ou a  própria posição individual de cada pessoa no espectro moldam as experiências de não-monogamia, muitas vezes excluindo ou marginalizando certos grupos e pessoas.

.2) Garantir reciprocidade: Assegurar que todos os envolvidos em uma rede afetiva sejam fortalecidos e tenham acesso a conexões significativas e respeitosas, evitando situações onde um parceiro é tratado como "reserva".

.3) Priorizar a coletividade: Abandonar narrativas puramente individualistas e buscar práticas que beneficiem todos os envolvidos, não apenas o prazer de quem detém mais poder.


Conclusão 

Como conclusão, o debate em torno da "não-monogamia branca" e da "não-monogamia negra" ressalta a importância de compreender como as dinâmicas afetivas são moldadas por contextos sociais, históricos e estruturais específicos com suas particularidades. Enquanto a não-monogamia hegemônica muitas vezes se alinha a práticas neoliberais de individualismo e exploração emocional, as perspectivas alternativas, como a não-monogamia negra, oferecem um modelo que valoriza a coletividade, o cuidado mútuo e a reparação de desigualdades históricas. Assim, avançar nesse campo exige uma autorreflexão profunda sobre privilégios, práticas éticas e a necessidade de construir redes afetivas mais justas e inclusivas. Ao integrar essas demandas, é possível transformar as relações em espaços verdadeiramente transformadores, que promovem igualdade e solidariedade.




Algumas meditações tantricas

1) MEDITAÇÃO NADABRAHMA

A meditação Nadabrahma, criada por Osho, é uma técnica de meditação baseada no som e na vibração, ideal para relaxar a mente e harmonizar o corpo. Aqui está um guia passo a passo para praticá-la:

Duração total: 1 hora (dividida em três etapas)

Primeira etapa (30 minutos) – Humming (vibração sonora)

  1. Sente-se confortavelmente com os olhos fechados, mantendo a coluna ereta. Você pode se sentar em uma cadeira ou no chão, em posição de lótus ou meia-lótus.
  2. Comece a fazer o som de "hummm" com os lábios fechados, de modo que o som seja interno e ressoe em todo o corpo. Sinta a vibração do som percorrendo seu corpo. Não se preocupe com o volume, faça de forma natural, conforme sua respiração.
  3. Concentre-se apenas no som e nas vibrações. Permita que sua mente e corpo entrem em harmonia com a ressonância.
  4. Continue esse processo por 30 minutos. Se sua atenção desviar, traga-a de volta ao som.

Segunda etapa (15 minutos) – Movimentos das mãos

  1. Divida esta etapa em dois períodos de 7,5 minutos:
    • Primeiros 7,5 minutos: Mova as mãos em um gesto circular para fora, como se estivesse distribuindo energia ao seu redor. As mãos começam próximas ao umbigo e se movem lentamente para fora. Faça esses movimentos lentos, suaves e conscientes.
    • Últimos 7,5 minutos: Inverta o movimento das mãos, girando-as agora em direção ao corpo, como se estivesse recolhendo energia do mundo exterior para si.
  2. Deixe os movimentos fluírem naturalmente, sem esforço, mantendo a respiração calma e regular.

Terceira etapa (15 minutos) – Relaxamento

  1. Pare todos os movimentos e permaneça completamente imóvel e relaxado, com os olhos fechados. Apenas observe o que está acontecendo dentro de você, sem fazer nenhum esforço. Aproveite esse momento de quietude e integração.

Essa meditação é ideal para ser feita de manhã ou à noite, mas pode ser realizada em qualquer momento do dia.


2) MEDITAÇÃO KUNDALINI

A meditação Kundalini do Osho é uma técnica dinâmica que ajuda a liberar tensões físicas e emocionais acumuladas no corpo e a experimentar um estado profundo de relaxamento e silêncio interior. Ela é dividida em quatro fases e tem uma duração total de uma hora.

Estrutura da Meditação Kundalini (1 hora)

Primeira fase: Sacudir (15 minutos)

  1. Fique de pé, com os pés na largura dos ombros, os olhos fechados.
  2. Comece a sacudir o corpo de maneira relaxada e espontânea. Permita que o tremor venha de dentro para fora, sem forçar, deixando o corpo se soltar naturalmente.
  3. Deixe a energia subir pela coluna e sacudir todo o corpo. Não controle o movimento, apenas se entregue à sensação de vibração e deixe que ela tome conta de você.
  4. Respire de maneira natural e profunda enquanto sacode. Se necessário, mova os braços, o pescoço e o resto do corpo conforme sentir vontade.
  5. Continue por 15 minutos.

Segunda fase: Dançar (15 minutos)

  1. A música muda para uma batida mais energética, e agora você começa a dançar. Deixe o corpo se mover livremente, de maneira espontânea, sem padrões ou técnicas.
  2. A ideia é se entregar ao movimento e à música, permitindo que a energia continue fluindo e se expressando através da dança.
  3. Sinta-se à vontade para mover todo o corpo e explorar diferentes formas de expressão. Não se preocupe com como está dançando, apenas deixe o corpo seguir o ritmo.
  4. Continue por 15 minutos.

Terceira fase: Quietude (15 minutos)

  1. Quando a música parar, imediatamente fique imóvel em qualquer posição que seu corpo estiver. Feche os olhos e observe tudo que está acontecendo internamente.
  2. Apenas testemunhe a energia dentro de você e a quietude que começa a surgir. Não interfira, apenas fique atento ao que está acontecendo no seu corpo e mente.
  3. Mantenha-se completamente quieto e observador por 15 minutos.

Quarta fase: Repouso (15 minutos)

  1. Deite-se no chão de costas, com os olhos fechados.
  2. Relaxe completamente e permita que o corpo absorva a experiência da meditação.
  3. Permaneça imóvel e em silêncio por mais 15 minutos, desfrutando de uma sensação profunda de descanso e integração.

Recomendações:

  • A meditação Kundalini é ideal no final do dia, pois ajuda a liberar o estresse e a tensão acumulados durante o dia.
  • Utilize roupas confortáveis e um ambiente onde você possa se mover livremente.
  • Pode ser feita com ou sem música, mas o uso de música ajuda a sincronizar com as fases da prática.

3) MEDITAÇÃO HEART CHAKRA

A Meditação do Chakra do Coração de Osho é uma prática suave e poderosa que foca no quarto chakra, conhecido como Anahata (chakra do coração), para despertar sentimentos de amor, compaixão e conexão. É uma meditação centrada no coração, e pode ser uma ótima forma de equilibrar emoções e cultivar o amor próprio e pelos outros.

Aqui está um guia de como praticá-la:

Estrutura da Meditação do Chakra do Coração

Preparação:

  • Escolha um local tranquilo onde não será perturbado.
  • Sente-se confortavelmente, em uma cadeira ou no chão, com a coluna ereta e os olhos fechados.
  • Respire profundamente algumas vezes para relaxar seu corpo e mente.

Fases da Meditação (cerca de 40 minutos no total)

Primeira fase: Conexão com o Coração (10 minutos)

  1. Coloque as mãos suavemente no centro do peito, onde o chakra do coração está localizado.
  2. Feche os olhos e leve sua atenção para o centro do coração. Sinta o calor e a energia fluindo através das suas mãos para o peito.
  3. Comece a respirar profundamente e lentamente, concentrando-se em cada inspiração e expiração, como se estivesse respirando diretamente através do coração.
  4. À medida que inspira, sinta o coração se expandindo com amor e luz. Quando expira, imagine liberando quaisquer tensões ou bloqueios que estejam impedindo esse fluxo de amor.
  5. Continue por 10 minutos, apenas observando e sentindo a energia do seu coração.

Segunda fase: Fluxo de Energia (10 minutos)

  1. Visualize uma luz verde ou rosa brilhante, a cor associada ao chakra do coração, irradiando a partir do centro do seu peito.
  2. Imagine essa luz fluindo para todo o seu corpo, preenchendo-o com amor e cura. Sinta essa energia se expandindo para além de seu corpo, envolvendo o ambiente ao seu redor.
  3. Ao continuar respirando, imagine que essa luz se conecta com o amor universal, sentindo-se parte de algo maior.
  4. Permita-se sentir um profundo sentimento de compaixão e aceitação por si mesmo e pelos outros.

Terceira fase: Envio de Amor (10 minutos)

  1. Comece a visualizar pessoas, seres ou situações que você gostaria de envolver em amor e cura.
  2. Imagine a luz do seu coração fluindo em direção a essas pessoas ou situações, como se estivesse enviando amor, compaixão e compreensão.
  3. Você pode começar com pessoas próximas a você e, aos poucos, expandir para pessoas com quem talvez tenha dificuldades, praticando o envio de amor incondicional.
  4. Sinta como essa prática de dar e compartilhar amor o enche de paz interior.

Quarta fase: Silêncio e Integração (10 minutos)

  1. Pare de visualizar e de enviar amor, e entre em um estado de silêncio total.
  2. Permaneça em silêncio e quietude, apenas observando as sensações no seu corpo e a energia presente em seu coração.
  3. Deixe a paz e o amor que foram despertados permanecerem com você.
  4. Fique imóvel por mais 10 minutos, permitindo que a energia do coração integre todo o seu ser.

Recomendações:

  • Faça essa meditação sempre que sentir que precisa curar suas emoções ou fortalecer sua conexão com o amor universal.
  • Ela pode ser feita diariamente para ajudar a manter o chakra do coração aberto e em equilíbrio.
  • Pode ser útil usar música suave ou sons de cura durante a prática, se isso ajudar a aprofundar a meditação.

Essa prática é uma forma profunda de cura emocional e espiritual, que pode aumentar seu amor-próprio e compaixão pelos outros.


4) BUTTERFLY


Se posiciona as pernas em formato de borboleta (também conhecida como "Baddha Konasana" no yoga). Esse tipo de prática foca em liberar a tensão nos quadris e promover uma sensação de abertura e relaxamento. Vamos a uma descrição de como realizá-la corretamente:

Meditação Butterfly (ou alongamento borboleta)

Duração: 10 a 20 minutos

Preparação:

  1. Sente-se no chão, em um tapete ou colchonete, com a coluna ereta.
  2. Una as solas dos pés à sua frente, deixando os joelhos caírem para os lados, formando a posição das pernas em forma de borboleta.
  3. Segure os seus pés ou tornozelos com as mãos.
  4. Aproxime os calcanhares o máximo possível da sua pélvis, conforme seu nível de flexibilidade. O importante é não forçar.

Fase 1: Apertando coxa com coxa (3 a 5 minutos)

  1. Comece a pressionar suavemente as coxas uma contra a outra enquanto mantém as solas dos pés unidas. Isso ajuda a ativar os músculos das pernas e cria uma leve tensão.
  2. Mantenha essa pressão por alguns segundos, respirando profundamente. Inspire pelo nariz e expire lentamente pela boca, sentindo o alongamento nas coxas internas.
  3. Relaxe as coxas e solte a pressão ao expirar. Repita esse processo algumas vezes, apertando e soltando, até sentir uma liberação gradual da tensão.

Fase 2: Abrindo as pernas lentamente (5 a 10 minutos)

  1. Depois de algumas repetições de apertar e soltar, permita que seus joelhos e coxas se abram naturalmente para o chão. Não force o movimento; deixe a gravidade fazer o trabalho, suavemente.
  2. Mantenha a coluna ereta e os ombros relaxados. Se sentir muito desconforto, coloque travesseiros ou almofadas sob os joelhos para apoiar as pernas.
  3. Feche os olhos e continue respirando profundamente, focando no alongamento suave da área interna das coxas e quadris.
  4. Permaneça nesta posição por 5 a 10 minutos, apenas observando seu corpo relaxar e a sensação de abertura nos quadris.

Fase 3: Relaxamento final (2 a 5 minutos)

  1. Depois de manter a posição aberta por alguns minutos, descanse as pernas, esticando-as para a frente ou permanecendo na posição original, mas sem esforço.
  2. Feche os olhos e entre em um estado de relaxamento total. Respire profundamente e observe as sensações de relaxamento que surgem no corpo.
  3. Fique quieto por alguns minutos, permitindo que o corpo absorva os benefícios do alongamento e da meditação.

Recomendações:

  • Essa técnica é excelente para liberar tensões nos quadris e coxas e é ideal antes ou depois de uma prática de meditação mais longa.
  • É uma ótima prática para quem sente rigidez nos quadris ou nas pernas e busca maior flexibilidade e relaxamento físico.
  • Não force os joelhos para baixo. Respeite o seu corpo e seus limites de flexibilidade. Se necessário, use apoio para os joelhos ou quadris.

Esse tipo de prática combina bem tanto com alongamento físico quanto com uma meditação relaxante, permitindo que você sinta uma leveza e abertura física e mental ao mesmo tempo.


5) MEDITAÇÃO MANDALA


A Meditação Mandala de Osho é uma técnica dinâmica e poderosa que utiliza movimentos corporais intensos para energizar o corpo e a mente, seguida por momentos de silêncio profundo. Essa meditação foi criada para ajudar a dispersar a energia acumulada em padrões de tensão e bloqueio, permitindo que a energia flua livremente e trazendo uma profunda sensação de paz e silêncio interior.

Ela é estruturada em quatro fases e tem duração de 1 hora (60 minutos). Aqui está um guia de como praticar a Meditação Mandala:


Estrutura da Meditação

Duração: 60 minutos

A meditação é dividida em quatro fases, com música própria para acompanhar cada estágio.


Primeira Fase: Corrida no lugar (15 minutos)

  • Postura: Fique de pé com os pés afastados na largura dos ombros.
  • Ação: Corra no lugar com os olhos abertos, elevando os joelhos o mais alto possível. Mantenha os braços relaxados, mas soltos, permitindo que balancem livremente ao lado do corpo.
  • Movimento: Enquanto corre, deixe que a sua respiração seja natural. A intensidade do movimento vai aumentando conforme você continua, de forma que a corrida se torne mais vigorosa e rápida.

Este estágio serve para despertar a energia, aquecer o corpo e ativar todos os seus músculos. A ideia é correr até o ponto em que você sinta o corpo totalmente energizado.


Segunda Fase: Movimentos circulares (15 minutos)

  • Postura: Fique de pé, pés firmes no chão, e comece a girar o corpo a partir da cintura.
  • Movimento: Mova o tronco em movimentos circulares amplos, começando devagar e aumentando a velocidade. Deixe a cabeça e os braços relaxados enquanto você gira. O movimento deve ser fluido e contínuo.
  • Respiração: Deixe que sua respiração se ajuste naturalmente ao movimento. Concentre-se na sensação de "centramento" em meio à rotação.

Essa fase ajuda a criar uma sensação de centramento e equilíbrio, ao mesmo tempo em que expande a energia para todo o corpo. É importante manter os olhos fechados ou semiabertos para evitar tontura excessiva.


Terceira Fase: Observação interna (15 minutos)

  • Postura: Sente-se com as costas retas e feche os olhos.
  • Silêncio: Fique completamente imóvel e observe tudo que está acontecendo internamente. Preste atenção à respiração, às batidas do coração e às sensações em seu corpo.

Nesta fase, toda a energia acumulada nas fases anteriores começa a se assentar e harmonizar. A imobilidade ajuda a intensificar a consciência interna e a presença no momento.


Quarta Fase: Relaxamento e imobilidade (15 minutos)

  • Postura: Deite-se de costas, com os olhos fechados.
  • Relaxamento: Apenas relaxe completamente e permaneça imóvel. Não há nenhum movimento ou esforço, apenas uma sensação de entrega. Deixe-se levar pelo relaxamento profundo, sentindo o corpo se fundir com o chão.

Essa última fase é uma integração completa de toda a energia e movimento realizados anteriormente. O corpo está agora relaxado e silencioso, permitindo uma profunda experiência meditativa.


Recomendações:

  • Ambiente: Escolha um local tranquilo, onde você não será interrompido.
  • Comprometimento: É importante participar com total intensidade nas fases ativas (corrida e giro) para liberar a energia acumulada e maximizar o efeito da meditação.
  • Silêncio interno: As fases finais de imobilidade e relaxamento são essenciais para acalmar a mente e integrar a experiência, então permaneça presente e não se distraia com pensamentos.

A Meditação Mandala é ideal para liberar bloqueios de energia e trazer uma profunda sensação de clareza e equilíbrio. Ela é dinâmica e ao mesmo tempo profundamente transformadora, trazendo tanto ativação quanto relaxamento profundo ao corpo e à mente.


6) MEDITAÇÃO NATARAJ


A Meditação Nataraj de Osho é uma técnica meditativa que utiliza a dança como meio de entrar em estados de consciência mais elevados. Inspirada pela figura do deus hindu Nataraja, o dançarino cósmico que simboliza a energia do universo em movimento, essa meditação permite que você se entregue completamente à dança, esquecendo-se de si mesmo e entrando em um estado de fluxo.

Ela é dividida em três fases e tem a duração total de 65 minutos. A música é parte importante do processo, ajudando a guiar o ritmo e o movimento.

Estrutura da Meditação

Duração: 65 minutos

A meditação é dividida em três fases, acompanhadas por música própria.


Primeira Fase: Dança (40 minutos)

  • Ação: Feche os olhos e comece a dançar de maneira totalmente espontânea, sem seguir nenhuma técnica específica. O objetivo é se entregar à música e ao movimento do corpo, sem controle consciente.
  • Entrega: Não há necessidade de tentar controlar os movimentos ou pensar sobre eles. Deixe o corpo se mover livremente, guiado pela música e pela energia do momento. A dança é a meditação. O foco deve estar em deixar ir, permitindo que os movimentos fluam por si só.
  • Silêncio interno: À medida que a música evolui, vá entrando mais profundamente na experiência, permitindo que o dançarino dentro de você tome o controle enquanto a mente fica em segundo plano.

Aqui, o corpo e a música tornam-se um só, e a consciência vai se deslocando do esforço físico para um estado de total presença no movimento.


Segunda Fase: Silêncio e imobilidade (20 minutos)

  • Postura: Após a dança intensa, sente-se ou deite-se no chão, com os olhos fechados.
  • Ação: Permaneça completamente imóvel e em silêncio, observando as sensações internas e a energia que foi gerada durante a dança.
  • Observação: Sinta a energia em seu corpo, respire calmamente, e fique atento ao fluxo de sensações sem tentar mudar ou julgar nada.

Esse é o momento em que a energia da dança se acomoda e você entra em um estado de profundo silêncio interior. É uma fase de observação e integração.


Terceira Fase: Celebração (5 minutos)

  • Ação: Agora, lentamente, comece a se levantar e celebre a sensação de liberdade e alegria que foi criada.
  • Movimento leve: Deixe que pequenos movimentos de celebração fluam, de maneira relaxada e natural, sem a intensidade da primeira fase.
  • Finalização: Abra os olhos gradualmente e termine a meditação sentindo a leveza e a paz geradas pela prática.

Recomendações:

  • Ambiente: Encontre um espaço onde você possa se mover livremente, sem distrações, e onde você se sinta confortável para se entregar completamente ao movimento.
  • Foco na entrega: O ponto chave dessa meditação é a entrega total à dança. Não tente controlar ou coreografar seus movimentos — o importante é permitir que o corpo se mova de forma instintiva e natural.
  • Música: Se possível, use a música apropriada para a Meditação Nataraj, já que ela foi projetada para acompanhar o fluxo das três fases. No entanto, qualquer música que ajude a induzir um estado meditativo e que permita a expressão livre do corpo pode ser usada.

A Meditação Nataraj é uma forma poderosa de entrar em um estado meditativo por meio da expressão criativa e espontânea do corpo. Ela permite liberar tensões, reconectar-se com a alegria de viver e acessar níveis profundos de silêncio interior.


7) MEDITAÇÃO DINÃMICA


A Meditação Dinâmica de Osho é uma das práticas mais conhecidas e poderosas desenvolvidas por ele. Esta meditação é uma técnica ativa, projetada para ajudar a liberar emoções reprimidas e bloqueios de energia, para então alcançar um estado profundo de silêncio e paz interior. Ela é ideal para ser feita de manhã, ajudando a limpar o corpo e a mente para começar o dia.

A meditação tem cinco fases, e toda a prática dura 60 minutos. Cada fase tem uma música específica, que ajuda a guiar os movimentos e as ações.

Estrutura da Meditação Dinâmica

Duração: 60 minutos

Dividida em cinco fases, a meditação é feita com os olhos fechados e pode ser praticada tanto individualmente quanto em grupo. É importante fazer cada fase com total intensidade.


Primeira Fase: Respiração caótica (10 minutos)

  • Postura: Fique de pé com os pés afastados na largura dos ombros.
  • Ação: Comece a respirar de maneira rápida e caótica pelo nariz, concentrando-se na expiração. Não siga um ritmo fixo — a respiração deve ser intensa, profunda e descontrolada.
  • Movimento: Movimente o corpo naturalmente enquanto respira, permitindo que os ombros e outras partes se mexam livremente. Isso ajuda a energizar todo o corpo.
  • Objetivo: A respiração caótica serve para trazer à tona energias reprimidas e preparar o corpo para a liberação emocional.

Concentre-se apenas na respiração, deixando que o corpo siga o fluxo de energia gerado.


Segunda Fase: Catarse (10 minutos)

  • Ação: Libere tudo o que está reprimido — grite, chore, ria, pule, faça movimentos expressivos ou qualquer coisa que sinta necessidade de fazer. Não segure nada.
  • Liberação emocional: Este é o momento de liberar todas as emoções, tensões e bloqueios que surgirem. A intensidade é crucial; quanto mais você se entregar a essa fase, mais profunda será a experiência.
  • Movimento: Use todo o corpo para expressar o que você está sentindo. Não há regras aqui — deixe a catarse acontecer naturalmente.

Esta fase é a chave para descarregar toda a energia emocional acumulada. Quanto mais intensa for sua catarse, mais profunda será a liberação.


Terceira Fase: Hoo! Hoo! Hoo! (10 minutos)

  • Postura: Fique de pé, com os braços levantados acima da cabeça.
  • Ação: Pule no lugar com os braços levantados, aterrissando sobre as plantas dos pés e ao mesmo tempo gritando “Hoo! Hoo! Hoo!” com força cada vez que seus pés tocam o chão. Esse som deve vir do abdômen, da área do terceiro chakra (centro de poder).

Continue pulando com intensidade, sem poupar energia. Essa fase ajuda a canalizar a energia para cima, em direção aos centros mais elevados do corpo.


Quarta Fase: Imobilidade e testemunha (15 minutos)

  • Postura: Pare imediatamente e mantenha-se imóvel, seja na posição em que está de pé ou sentado. Feche os olhos.
  • Ação: Apenas observe em silêncio tudo o que está acontecendo dentro de você. Fique totalmente imóvel, sem se mexer.
  • Silêncio interior: Este é o momento de entrar em um estado profundo de observação e presença. Não faça nenhum movimento, apenas testemunhe.

Essa fase é a mais meditativa, onde todo o trabalho energético realizado nas fases anteriores se harmoniza, levando você a um estado profundo de silêncio interior.


Quinta Fase: Celebração (15 minutos)

  • Ação: Dance! Celebre a liberdade que foi alcançada. Deixe seu corpo se mover de maneira espontânea e alegre, sem nenhuma técnica ou controle.
  • Expressão de alegria: Movimente-se com liberdade e alegria, permitindo que a energia flua de forma leve e solta.

Essa fase finaliza a meditação com uma celebração. É uma maneira de integrar todo o processo e desfrutar da sensação de leveza e liberdade.


Recomendações:

  • Horário: A Meditação Dinâmica de Osho é mais eficaz quando praticada logo de manhã. Ela ajuda a limpar bloqueios de energia e traz uma sensação de renovação para o dia que se inicia.
  • Local: Escolha um espaço onde você não será interrompido. A prática envolve sons altos e movimentos energéticos, então é bom ter privacidade.
  • Comprometimento: Faça cada fase com total intensidade e entrega. A meditação funciona melhor quando você se envolve completamente em cada etapa.

A Meditação Dinâmica de Osho é uma prática poderosa para liberar tensões e trazer uma profunda sensação de presença e liberdade. Ao passar pelas fases de respiração, catarse, energia, imobilidade e celebração, você abre espaço para um estado de paz e silêncio profundo.


8) MEDITAÇÃO CHAKRA BREATHING


Estrutura da Meditação

Duração: 45 a 60 minutos

A prática combina respiração profunda com movimentos específicos das mãos e braços, elevando-os ao longo do corpo para ajudar a trazer consciência e energia para cada um dos sete chakras.


Fase 1: Respiração profunda com movimento das mãos (30-40 minutos)

  • Postura: Fique de pé com os pés na largura dos ombros, com os joelhos levemente flexionados para que o corpo permaneça relaxado.
  • Respiração: A respiração deve ser profunda, começando pelo abdômen e subindo para o peito. O foco está em cada um dos chakras, e ao inspirar e expirar, você faz um movimento de elevação das mãos, como se estivesse "erguendo" a energia para o próximo chakra.

Movimentos e foco nos chakras:

  1. Primeiro chakra (Muladhara): Na base da coluna. Ao inspirar, comece com as mãos próximas ao chão, erguendo-as na frente do corpo até a altura do quadril, acompanhando o ritmo da respiração.
  2. Segundo chakra (Svadhisthana): Logo abaixo do umbigo. Ao inspirar, eleve as mãos até a altura do abdômen, sentindo a energia fluir para essa área.
  3. Terceiro chakra (Manipura): No plexo solar. Continue a elevar as mãos até o centro do peito, respirando profundamente e sentindo a energia se concentrar nesse chakra.
  4. Quarto chakra (Anahata): No centro do peito. Eleve as mãos até a altura do coração. Ao inspirar, imagine a energia se expandindo nessa área, trazendo sentimentos de compaixão e amor.
  5. Quinto chakra (Vishuddha): Na garganta. Ao inspirar, eleve as mãos até a altura da garganta, sentindo a energia de expressão e comunicação.
  6. Sexto chakra (Ajna): O terceiro olho, no centro da testa. Continue elevando as mãos até o centro da testa, trazendo atenção à sua intuição e clareza mental.
  7. Sétimo chakra (Sahasrara): No topo da cabeça. Ao inspirar profundamente, eleve as mãos até o topo da cabeça, imaginando a energia fluindo para cima e se conectando com o universo.

Movimentos:

  • Para cada chakra, os movimentos das mãos devem seguir um fluxo natural de baixo para cima, como se você estivesse elevando a energia de um chakra para o outro.
  • Enquanto inspira, você eleva as mãos lentamente até o nível do chakra específico. Ao expirar, deixe as mãos retornarem ao ponto inicial, repetindo o processo para o próximo chakra.

Fase 2: Movimentos espontâneos e liberdade (10 minutos)

  • Postura: Permaneça de pé.
  • Movimento: Agora que você ativou os chakras com a respiração e os movimentos das mãos, deixe o corpo se mover espontaneamente. Sinta a energia fluindo através de você. Dance, mova os braços ou balance o corpo da maneira que sentir necessidade. Esse movimento livre permite que qualquer bloqueio energético restante seja liberado.

Fase 3: Silêncio e observação (5-10 minutos)

  • Postura: Sente-se ou deite-se em uma posição confortável.
  • Silêncio: Fique em total quietude, observando as sensações no corpo e os efeitos da meditação nos chakras. Esse é o momento de absorver o trabalho energético que você realizou. Sinta o fluxo de energia de maneira consciente, sem julgamento, apenas observando.

Recomendações:

  • Ritmo da respiração: O foco principal está na respiração profunda e nos movimentos sincronizados das mãos, que ajudam a guiar a energia através dos chakras.
  • Movimentos das mãos: Siga o fluxo natural das mãos ao elevar a energia ao longo dos chakras. Você pode visualizar a energia como luz ou calor enquanto a eleva.
  • Regularidade: Como essa é uma meditação que trabalha profundamente o sistema de chakras, praticá-la regularmente pode ajudar a limpar bloqueios energéticos e aumentar a vitalidade.

Essa técnica que você descreveu, com o movimento das mãos, realmente traz uma interação mais física e visual com os chakras, criando uma conexão mais ativa entre o corpo e a mente, além de ajudar a aumentar a percepção dos chakras ao longo do tempo.


9) MEDITAÇÃO GIBERISH


A Meditação Gibberish de Osho é uma prática divertida e poderosa, projetada para ajudar a liberar a mente do excesso de pensamentos e permitir que você entre em um estado de silêncio e relaxamento. O "gibberish" é uma técnica em que você fala em uma língua inventada, dizendo sons sem sentido. Isso ajuda a evitar o pensamento racional e libera as emoções e tensões reprimidas, permitindo que você entre em um espaço mais livre e meditativo.

A meditação tem duas fases e dura cerca de 30 minutos.

Estrutura da Meditação Gibberish

Duração: 30 minutos

A prática é simples e espontânea, permitindo a liberação de pensamentos sem passar pela lógica e pela linguagem convencional.


Primeira Fase: Falar Gibberish (15 minutos)

  • Ação: Feche os olhos e comece a falar qualquer coisa sem sentido — palavras, sons, barulhos, ou até mesmo algo que pareça uma língua inventada. Fale, grite, murmure, ou cante, desde que não faça sentido. O importante é não usar palavras reais de nenhum idioma que você conheça.
  • Movimento: Você pode usar o corpo para ajudar na expressão, movendo-se livremente, gesticulando ou fazendo caretas. Deixe que o corpo também participe dessa liberação de energia.
  • Objetivo: Essa fase é sobre esvaziar a mente dos pensamentos e liberar emoções, sem se preocupar com a lógica ou coerência. Falar gibberish é uma forma de extravasar tudo o que está preso dentro de você, sem as limitações das palavras e do pensamento racional.

Não tente controlar nada, apenas deixe o fluxo de sons e movimentos acontecer espontaneamente. Quanto mais você se entregar ao absurdo do gibberish, mais profundo será o estado de liberação.


Segunda Fase: Silêncio e observação (15 minutos)

  • Ação: Após os 15 minutos de gibberish, sente-se ou deite-se em silêncio e com os olhos fechados. Apenas observe. Deixe que o corpo relaxe e fique completamente imóvel.
  • Silêncio interior: Este é o momento de sentir o silêncio que surge após a liberação energética da fase anterior. A mente, agora esvaziada de pensamentos e tensões, pode entrar em um estado de quietude.
  • Testemunha: Apenas observe o que acontece dentro de você, sem se envolver ou tentar controlar nada. Esteja presente com o que surgir, seja uma sensação física, uma emoção, ou o simples silêncio.

Benefícios da Meditação Gibberish

  • Liberação de emoções e tensões: Falar gibberish permite que você expresse emoções e pensamentos reprimidos de uma maneira não-verbal, ajudando a aliviar o estresse e a ansiedade.
  • Esvaziar a mente: O uso de sons sem sentido impede a mente de seguir seu padrão habitual de pensamentos, promovendo uma sensação de leveza e clareza mental.
  • Transição para o silêncio: A fase final de silêncio permite que o praticante experimente um estado de paz interior, após a intensa liberação de energia.

Recomendações:

  • Ambiente: Encontre um local onde você possa falar livremente e sem interrupções. Como você vai fazer sons e ruídos sem sentido, é bom estar em um lugar onde não se sinta constrangido.
  • Entrega total: A chave do gibberish é se entregar completamente. Quanto mais livre e sem julgamento você for na expressão dos sons, mais eficaz será a prática.
  • Diversão e leveza: Lembre-se de que essa meditação é para ser divertida e leve. O gibberish permite que você ria de si mesmo e de seus pensamentos, ajudando a relaxar e a soltar o controle.

A Meditação Gibberish de Osho é uma técnica simples, mas profundamente transformadora, que facilita o desapego dos pensamentos racionais e convida a uma experiência meditativa mais livre e espontânea.


10) MEDITAÇÃO DE KALI


A Meditação de Kali é uma prática criada por Osho que visa ajudar os participantes a confrontar e liberar aspectos sombrios de si mesmos, simbolizados pela deusa Kali, uma representação da transformação e do renascimento. Kali é frequentemente associada à destruição do ego e à superação do medo, permitindo que os indivíduos enfrentem suas sombras e emergem mais fortes.

Estrutura da Meditação de Kali

A meditação é intensa e pode durar cerca de 30 a 60 minutos, e é dividida em quatro partes. É recomendável praticá-la em um espaço tranquilo onde você possa se expressar livremente.

Duração: Aproximadamente 30-60 minutos


Primeira Fase: Ação e Movimento (15 minutos)

  • Ação: Comece com movimentos espontâneos. Coloque uma música que evoque a energia de Kali (ou escolha uma música intensa e energizante). Deixe o corpo se mover de maneira livre e natural.
  • Expressão: Grite, bata palmas, faça barulhos ou se mova com intensidade. Use essa fase para liberar qualquer energia reprimida ou emoções acumuladas. O objetivo é deixar a raiva, a frustração e outras emoções negativas fluírem.

Segunda Fase: Confronto e Liberação (15 minutos)

  • Ação: Agora que você já se movimentou, comece a expressar sua raiva de forma mais direta. Pode gritar, chorar ou fazer qualquer coisa que sinta necessidade para liberar emoções.
  • Movimento: Se quiser, você pode também usar algum objeto (como um travesseiro ou almofada) para representar suas frustrações e liberar ainda mais a tensão.

Terceira Fase: Silêncio e Observação (15 minutos)

  • Postura: Após a liberação intensa, sente-se ou deite-se em um lugar confortável. Feche os olhos e comece a relaxar.
  • Silêncio interior: Deixe os pensamentos fluírem sem se apegar a eles. Apenas observe tudo o que surge, sem julgamento. Você pode simplesmente testemunhar a calma que se instala após a tempestade emocional da fase anterior.

Quarta Fase: Oração e Conexão com Kali (15 minutos)

  • Ação: Sinta-se em um estado de gratidão e conexão com a energia de Kali. Você pode fazer uma oração ou uma afirmação, pedindo a ajuda de Kali para que você possa transformar suas sombras em luz.
  • Movimento: Se sentir vontade, levante-se e faça movimentos que representem a energia de Kali, como dançar ou mover os braços de maneira expressiva.

Benefícios da Meditação de Kali

  • Liberação de emoções reprimidas: A prática permite que você enfrente e libere emoções negativas que podem estar te bloqueando.
  • Autoconhecimento: Enfrentar suas sombras ajuda a entender melhor suas próprias limitações e medos.
  • Transformação pessoal: Ao trabalhar com a energia de Kali, você pode experimentar uma sensação de renascimento e renovação, saindo mais forte e mais consciente.

Recomendações

  • Ambiente: Escolha um espaço seguro e tranquilo onde você não será interrompido durante a prática. Você pode querer usar uma faixa de música específica que ressoe com a energia de Kali.
  • Comprometimento: Entregue-se totalmente a cada fase, permitindo que suas emoções fluam livremente.
  • Intenção: Defina uma intenção clara antes de começar a meditação, focando no que você deseja liberar e transformar.

A Meditação de Kali é uma prática poderosa e transformadora que oferece um espaço para confrontar e liberar suas sombras, permitindo que você emerja mais forte e renovado.

O Silêncio da Existência

 O Silêncio da Existência

Dentro de mim, o deserto.
Sinto o vazio pulsando,
a pele do silêncio estendida,
viva, sem palavras.
Eu sou a ausência
de qualquer forma que me defina.
Sou uma mulher. Sou a sombra
que observa o corpo sendo.
A matéria que respiro
é feita de uma pergunta,
que se dissolve,
nunca respondida.
O mundo grita na sua mudez,
mas o grito é meu.
Uma fome do que não sei,
um gosto que não provei.
E ao tocar o desconhecido,
minhas mãos se desfazem,
como pó sobre o mármore do tempo.
Eu sou o que não entendo.
É no confronto com o nada
que descubro —
existo.

A Crítica de Isak Rubin à Teoria Marginalista do Valor Subjetivo

Isak Rubin, um economista marxista soviético do século XX, elaborou uma crítica abrangente à teoria marginalista do valor subjetivo. Sua obra principal, "Valor, Trabalho e Renda", publicada em 1926, apresenta uma análise detalhada das falhas e contradições da teoria marginalista, defendendo uma perspectiva alternativa baseada no valor-trabalho.


Pontos centrais da crítica de Rubin:

- Subjetividade e incomensurabilidade: Rubin argumenta que a teoria marginalista falha em explicar como valores subjetivos individuais se convergem em preços de mercado objetivos. A alegação de que a utilidade marginal determina o valor é vista como circular e tautológica, incapaz de explicar como diferentes unidades de medida de valor (por exemplo, tempo, trabalho, dinheiro) podem ser comparadas.

- Desconsideração das relações de produção: A teoria marginalista, segundo Rubin, ignora as relações sociais de produção que determinam a oferta e a demanda de bens. Ele argumenta que o valor de um bem não é simplesmente determinado pela utilidade marginal para um indivíduo, mas sim pelas relações de poder e exploração no sistema capitalista.

- Negação da exploração: A teoria marginalista, ao defender a ideia de que os preços refletem o valor subjetivo dos bens, mascara a exploração inerente ao sistema capitalista. Rubin argumenta que os trabalhadores recebem apenas uma fração do valor que criam, com o restante sendo apropriado pelos capitalistas através da exploração da força de trabalho.


Alternativa proposta por Rubin:

Rubin propõe uma teoria alternativa do valor baseada no valor-trabalho. Segundo essa teoria, o valor de um bem é determinado pela quantidade de trabalho socialmente necessário para produzi-lo. Essa abordagem leva em consideração as relações sociais de produção e a exploração da força de trabalho, oferecendo uma explicação mais completa e justa do valor.

O Valor e seus Três Aspectos: Uma Análise Detalhada:

O valor, um conceito fundamental na economia, representa a significância social de um bem ou serviço. Compreendê-lo em sua totalidade exige a análise de suas três dimensões principais: magnitude, forma e conteúdo.

1. Regulador da Distribuição Quantitativa do Trabalho Social (Magnitude do Valor):

O valor atua como um mecanismo regulador da quantidade de trabalho social dedicado à produção de diferentes bens e serviços. Através da lei do valor, os preços de mercado, reflexos do valor, orientam os produtores na alocação de seus recursos.

Exemplo: Se o preço de um tomate sobe, pode sinalizar aos produtores que há uma demanda social maior por tomates, incentivando-os a dedicar mais trabalho social à sua produção.

2. Expressão das Relações de Produção entre Pessoas (Forma do Valor):

O valor não apenas reflete a quantidade de trabalho, mas também as relações sociais em que este é realizado. Na sociedade capitalista, o valor assume a forma-mercadoria, onde o trabalho se torna mercantilizado, expresso em unidades monetárias.

Exemplo: O valor de um par de sapatos não se limita ao trabalho individual do sapateiro, mas também incorpora as relações de produção capitalistas, como a exploração da força de trabalho e a apropriação da mais-valia.

3. Expressão do Trabalho Abstrato (Conteúdo do Valor):

O valor, em sua essência, representa o trabalho abstrato, a quantidade média de trabalho socialmente necessário para produzir um bem ou serviço, independentemente das habilidades ou características individuais do trabalhador.

Exemplo: Um operário têxtil e um programador de software, embora realizem trabalhos distintos, contribuem com trabalho abstrato equivalente na produção de seus respectivos bens.

Interconexão dos Três Aspectos:

Magnitude: A quantidade de trabalho social necessária para a produção de um bem determina sua magnitude de valor.

Forma: A forma-mercadoria do valor reflete as relações sociais de produção em que o trabalho é realizado.

Conteúdo: O trabalho abstrato é a substância que dá origem ao valor, independentemente da forma que ele assume.

Compreender o valor em suas três dimensões permite uma análise mais profunda da dinâmica econômica, revelando as relações de poder, exploração e distribuição de riqueza na sociedade.


Por que as críticas de Rubin parecem tão sólidas?

Foco nas relações sociais de produção: Rubin, ao contrário dos marginalistas, coloca em destaque as relações sociais que permeiam a produção de bens e serviços. Essa perspectiva permite uma análise mais profunda das desigualdades e da exploração presentes no sistema capitalista.

Crítica à noção de utilidade marginal: A ideia de que o valor de um bem é determinado exclusivamente pela satisfação individual que ele proporciona é questionada por Rubin. Ele argumenta que essa abordagem ignora as condições sociais e históricas que moldam os desejos e necessidades dos indivíduos.

Valor-trabalho como base: A teoria do valor-trabalho, defendida por Rubin, oferece uma explicação mais robusta para a formação dos preços e para a distribuição da riqueza. Ao conectar o valor ao trabalho socialmente necessário, ela revela a exploração inerente ao capitalismo.


Por que os marginalistas não conseguem "derrubar" Rubin?

Dificuldade em explicar a exploração: A teoria marginalista, com seu foco no indivíduo e na utilidade, tem dificuldades em explicar como a exploração da força de trabalho ocorre e como a mais-valia é gerada.

Abstrações e simplificações: A teoria marginalista, ao buscar a construção de modelos matemáticos precisos, muitas vezes simplifica excessivamente a realidade econômica, ignorando aspectos cruciais como o poder de mercado, as externalidades e as desigualdades sociais.

Manutenção do status quo: A teoria marginalista, ao justificar a ordem econômica existente, serve aos interesses das classes dominantes. Por isso, é comum que seus defensores resistam a críticas que questionam os fundamentos do sistema capitalista.


Para se aprofundar no tema:


Livro: Rubin, Isak. "Valor, Trabalho e Renda". São Paulo: Editora Alfabeto, 2002.

Artigo: Kliman, Marshall. "Isak Rubin's Critique of Marginalism: A Neglected Contribution to Value Theory". Review of Radical Economics, vol. 25, no. 3 (1992): 37-53.

Além da Fachada: Algumas Contradições das Democracias Ocidentais

1 - As Críticas de Pachukhanis às Democracias Ocidentais: Uma Análise
Democracia formal vs. democracia real: Pachukhanis argumentava que as democracias ocidentais, apesar de suas instituições formais, não representavam uma verdadeira democracia para a maioria da população. Ele destacava a concentração de poder econômico nas mãos de uma minoria e a influência dessa minoria sobre o Estado, limitando a participação popular e perpetuando as desigualdades sociais.

Direito a serviço do capital: Segundo Pachukhanis, o direito nas sociedades capitalistas não era um instrumento neutro, mas sim um reflexo das relações de produção e um mecanismo de legitimação da dominação de classe. O direito, ao proteger a propriedade privada e os contratos, servia aos interesses da burguesia e perpetuava a exploração do proletariado.

Estado burguês: Pachukhanis concebia o Estado como um instrumento de dominação de classe, a serviço da burguesia. As democracias ocidentais, nessa perspectiva, eram vistas como Estados burgueses que mascaravam a exploração e a opressão através de mecanismos formais de representação.

1.1 - Os Pontos Centrais da Crítica de Pachukhanis
O Direito como Fetiche da Mercadoria: Pachukhanis argumenta que o direito burguês, assim como a mercadoria, é um fetiche que oculta as relações sociais de produção. As leis e os contratos, ao atribuir valor jurídico a objetos e relações abstratas, obscurecem as relações de poder e exploração que subjazem à sociedade capitalista.

O Direito a Serviço do Capital: O direito burguês, segundo Pachukhanis, não é um sistema neutro, mas sim um instrumento a serviço do capital. As leis são elaboradas e aplicadas de forma a proteger os interesses da burguesia e a garantir a acumulação de capital.

A Alienação Jurídica: A alienação jurídica é um conceito central na obra de Pachukhanis. Ele argumenta que o direito burguês aliena os indivíduos de suas próprias capacidades e os transforma em sujeitos jurídicos abstratos, destituídos de sua dimensão social e histórica.

A Ideologia Jurídica: A ideologia jurídica desempenha um papel fundamental na legitimação do sistema capitalista. Ao apresentar o direito como um sistema justo e imparcial, a ideologia jurídica oculta as desigualdades sociais e as contradições do sistema.


2 - Michael Hudson: Um Crítico Ácido das Democracias Ocidentais
Michael Hudson, economista heterodoxo e crítico ferrenho do capitalismo financeiro, dedica grande parte de sua obra a analisar as contradições e os problemas das democracias ocidentais. Suas críticas, embora contundentes, oferecem uma perspectiva importante para entender as dinâmicas de poder e as desigualdades que marcam as sociedades contemporâneas.

2.1 - Principais Críticas de Hudson: Captura do Estado pela Financeirização: Hudson argumenta que as democracias ocidentais foram capturadas por interesses financeiros. As políticas econômicas, ao invés de beneficiarem a população em geral, servem principalmente para enriquecer uma elite financeira. A financeirização da economia, segundo ele, desindustrializa os países, aumenta a dívida pública e concentra a riqueza em poucas mãos.

Neoliberalismo e Desigualdade: Hudson é um crítico ferrenho do neoliberalismo, ideologia que, segundo ele, intensificou as desigualdades sociais e transferiu riqueza dos trabalhadores para os proprietários de capital. As políticas neoliberais, como a privatização de empresas estatais, a desregulamentação dos mercados financeiros e a redução dos gastos sociais, teriam enfraquecido o Estado de bem-estar social e beneficiado uma minoria rica.

Dívida como Instrumento de Dominação: A dívida, na visão de Hudson, é uma ferramenta de dominação utilizada pelas elites financeiras para controlar os governos e as economias. A dívida pública, por exemplo, obriga os governos a implementar políticas de austeridade que prejudicam a população em geral.

Imperialismo Financeiro: Hudson argumenta que as potências ocidentais utilizam o sistema financeiro internacional para dominar outros países, impondo condições econômicas desfavoráveis e saqueando seus recursos naturais.

2.2 - Conexão com as "Autocracias" Internas: As críticas de Hudson se conectam diretamente ao conceito de "autocracias" dentro das democracias ocidentais, uma vez que ele demonstra como a captura do Estado por interesses financeiros pode limitar a democracia e concentrar o poder em um pequeno grupo. A financeirização, ao criar uma dependência excessiva das instituições financeiras, pode levar a uma situação em que os governos se veem obrigados a tomar decisões que não refletem os interesses da maioria da população.

2.3 - O Complexo Militar-Industrial-Congressional-Inteligência-Mídia-Acadêmico-Think Tank (MICIMATT): Segundo Hudson é uma rede complexa de instituições interconectadas que influenciam significativamente a política interna e externa dos Estados Unidos. Ele abrange:
Militar: O Departamento de Defesa e seus contratados, incluindo fabricantes de armas.
Industrial: Corporações envolvidas na produção de defesa e indústrias relacionadas.
Congressional: Membros do Congresso, particularmente aqueles de distritos com instalações militares significativas ou contratados de defesa.
Inteligência: Agências de inteligência como a CIA, NSA e DIA.
Mídia: Veículos de notícias e jornalistas que frequentemente dependem de fontes governamentais para obter informações.
Acadêmico: Universidades e think tanks que recebem financiamento para pesquisas relacionadas à segurança nacional.
Think Tanks: Organizações que conduzem pesquisas e advocacia sobre questões de políticas públicas, muitas vezes com laços com o governo e a indústria.
Fundações: Organizações filantrópicas que financiam pesquisas e advocacia, às vezes com foco em questões de segurança nacional.
ONGs: Organizações não governamentais que podem ser influenciadas ou financiadas por atores dentro do complexo.

Como o MICIMATT funciona: Essa intrincada rede de relações opera através de uma combinação de fatores:
Incentivos financeiros: Contratos de defesa, subsídios e gastos com lobby criam uma interdependência financeira entre os componentes.
Interesses compartilhados: Um interesse comum em manter um alto nível de gastos militares e uma orientação específica de política externa une os membros.
Troca de pessoal: A "porta giratória" entre governo, indústria e think tanks permite a transferência de pessoal e ideias.
Controle da informação: O complexo pode moldar a opinião pública através da influência da mídia e do controle da informação.
Críticas e preocupações Os críticos do MICIMATT argumentam que ele:
Prioriza gastos militares em detrimento de necessidades domésticas: O complexo geralmente defende o aumento dos orçamentos de defesa, mesmo às custas de programas sociais.
Promove o intervencionismo: O complexo pode contribuir para uma política externa agressiva, levando a guerras e conflitos desnecessários.
Limita o debate democrático: O complexo pode sufocar o dissenso e criar um clima de medo e conformidade.
Reduz a transparência: As relações estreitas entre os componentes podem dificultar a supervisão pública e a responsabilização.
Empregos e desenvolvimento econômico local: Em regiões com fortes concentrações de empresas do setor de defesa, o MICIMATT pode influenciar as decisões políticas locais, incentivando o desenvolvimento de políticas que beneficiem essas empresas e garantam a manutenção de empregos.
Lobbying e influência sobre o Congresso: O MICIMATT exerce uma forte pressão sobre o Congresso, buscando aprovar leis e regulamentações que beneficiem seus interesses, como isenções fiscais, subsídios e contratos governamentais.
Formação da opinião pública: O MICIMATT utiliza os meios de comunicação para moldar a opinião pública, apresentando uma visão positiva das suas atividades e justificando as intervenções militares e os gastos com defesa.

Exemplos Concretos
Guerra do Vietnã: O MICIMATT desempenhou um papel crucial na prolongação da Guerra do Vietnã, influenciando as decisões políticas e impedindo a retirada das tropas americanas.
Guerra do Iraque: O MICIMATT foi acusado de manipular a inteligência para justificar a invasão do Iraque, com o objetivo de garantir contratos de reconstrução e venda de armas.
Complexo industrial de segurança interna: Após os ataques de 11 de setembro, o MICIMATT se expandiu para incluir empresas envolvidas na segurança interna, como as de vigilância e controle de fronteiras.

Em resumo, o MICIMATT exerce uma influência significativa sobre uma ampla gama de políticas públicas, moldando as decisões dos governos e impactando a vida de milhões de pessoas. Sua capacidade de influenciar a política externa, a política interna e a economia dos Estados Unidos torna-o um ator poderoso e controverso na arena global.

2.4 O Setor FIRE: Uma Análise à Luz de Michael Hudson
Michael Hudson, em suas análises sobre a economia global, frequentemente utiliza o acrônimo FIRE para se referir a um setor cada vez mais dominante e influente na economia mundial. FIRE é a sigla em inglês para Finance, Insurance, and Real Estate (Finanças, Seguros e Imóveis).

O que é o Setor FIRE?
O setor FIRE engloba as empresas e instituições financeiras que operam nesses três segmentos. Ele inclui bancos, seguradoras, empresas de investimento, fundos de pensão, empresas imobiliárias e corretoras.

A Tese de Hudson sobre o Setor FIRE
Hudson argumenta que o setor FIRE tem se expandido de forma desproporcional em relação aos outros setores da economia, extraindo cada vez mais riqueza da economia real. Ele aponta os seguintes problemas associados ao crescimento excessivo do setor FIRE:
Financeirização da economia: O setor FIRE tem se tornado o principal motor da economia, em detrimento da produção de bens e serviços. Essa financeirização leva a uma alocação ineficiente de recursos, com o dinheiro fluindo cada vez mais para atividades especulativas e menos para investimentos produtivos.
Extração de renda: As empresas do setor FIRE extraem uma parcela cada vez maior da renda nacional através de juros, dividendos e lucros, sem contribuir significativamente para o crescimento econômico. Essa extração de renda aumenta a desigualdade e enfraquece a classe média.
Instabilidade financeira: O setor FIRE é altamente instável e sujeito a crises periódicas. A busca por lucros rápidos e a complexidade dos produtos financeiros aumentam o risco de crises financeiras com graves consequências para a economia real.
Corrupção e captura do Estado: As empresas do setor FIRE exercem uma influência desproporcional sobre a política, corrompendo governos e capturando o Estado para defender seus próprios interesses.
O Setor FIRE e o Complexo Micimatt
O setor FIRE está intimamente ligado ao complexo Micimat descrito por Hudson. As empresas financeiras são um dos principais componentes desse complexo, utilizando sua influência para extrair riqueza da economia real e manipular o sistema em seu próprio benefício.

As Consequências do Dominio do Setor FIRE
O domínio do setor FIRE tem diversas consequências negativas para a sociedade:
Aumento da desigualdade: A concentração de riqueza nas mãos de uma pequena elite financeira aumenta a desigualdade social e econômica.
Fraqueza da democracia: A influência do setor FIRE sobre a política enfraquece a democracia e impede a implementação de políticas que beneficiem a maioria da população.
Instabilidade econômica: A instabilidade do setor financeiro coloca em risco a economia como um todo e pode levar a crises econômicas profundas.
Perda de soberania nacional: Os países com dívidas elevadas perdem parte de sua soberania, pois são obrigados a implementar políticas econômicas que beneficiem os credores internacionais.
Em resumo, o setor FIRE, segundo Hudson, é um dos principais responsáveis pela crise econômica e social que o mundo enfrenta. Para construir uma sociedade mais justa e equitativa, é necessário limitar o poder do setor financeiro e promover uma economia mais equilibrada e sustentável.


3 - Robert Kurz e a Crítica Radical à Democracia Ocidental
Robert Kurz, filósofo marxista e um dos principais teóricos da Wertkritik (Crítica do Valor), desenvolveu uma crítica contundente às democracias ocidentais, argumentando que elas são intrinsecamente ligadas ao sistema capitalista e, portanto, incapazes de oferecer uma alternativa verdadeira à exploração e à alienação.

3.1 - Os principais pontos da crítica de Kurz à democracia liberal são:
Democracia como fachada: Para Kurz, a democracia liberal é mais uma fachada do que uma forma genuína de poder popular. As eleições, os partidos políticos e as instituições democráticas servem principalmente para legitimar o sistema capitalista e mascarar a dominação de classe.

Fetichismo da mercadoria e alienação: A democracia liberal está profundamente enraizada no fetichismo da mercadoria, ou seja, na atribuição de qualidades quase mágicas aos produtos e serviços. Essa fetichização, segundo Kurz, aliena os indivíduos de suas próprias necessidades e os transforma em consumidores passivos.

Crise da democracia e ascensão do fascismo: Kurz previu a crise da democracia liberal e a ascensão de novas formas de fascismo, ligadas à desilusão com a política e à crescente desigualdade social. Para ele, o fascismo não é um desvio da democracia, mas sim sua expressão mais lógica em um contexto de crise do capitalismo.

A impossibilidade da reforma: Kurz era cético em relação à possibilidade de reformas dentro do sistema capitalista. Para ele, a crise do capitalismo é sistêmica e exige uma transformação radical da sociedade.

3.3 - Em resumo: A crítica de Robert Kurz à democracia ocidental é radical e abrangente. Ele argumenta que a democracia liberal é um instrumento de dominação de classe e que a crise do capitalismo levará à sua decomposição e à ascensão de novas formas de autoritarismo.


4 - Outros Exemplos de "Autocracias" Dentro das Democracias Ocidentais
Ao analisarmos as democracias ocidentais de forma mais crítica, encontramos diversos outros exemplos de mecanismos e dinâmicas que concentram poder, limitam a participação popular e, em alguns casos, privilegiam interesses específicos em detrimento do bem comum.

Aqui estão alguns outros exemplos:
Complexo Industrial Militar: Em muitos países ocidentais, o complexo industrial militar exerce uma influência significativa sobre as decisões políticas, especialmente na área de defesa. Essa influência pode levar a gastos militares excessivos, intervenções militares em outros países e a uma militarização da política externa, limitando o espaço para o debate democrático sobre essas questões.
Grandes Corporações: As grandes corporações, especialmente as multinacionais, possuem um poder econômico e político considerável, capaz de influenciar as políticas governamentais e moldar a agenda pública. Através do lobbying, do financiamento de campanhas eleitorais e da criação de think tanks, essas corporações podem defender seus interesses em detrimento do bem comum.
Mídia Corporativa: A concentração da mídia nas mãos de um número reduzido de grandes conglomerados pode limitar a diversidade de opiniões e influenciar a percepção pública sobre os eventos. A mídia corporativa, muitas vezes vinculada aos interesses das grandes corporações, pode moldar a opinião pública de forma a favorecer seus próprios interesses.
Partidos Políticos: Os partidos políticos, embora sejam fundamentais para o funcionamento das democracias, podem se tornar cada vez mais elitizados e distanciados dos eleitores. A profissionalização da política e o alto custo das campanhas eleitorais podem dificultar a participação de candidatos independentes e de movimentos sociais.
Sistemas Eleitorais: Os sistemas eleitorais podem ter um impacto significativo na representação política e na qualidade da democracia. Sistemas majoritários, por exemplo, podem favorecer grandes partidos em detrimento de partidos menores e de movimentos sociais, limitando a diversidade de representação.

4.1 - Quais são as consequências dessas "autocracias" dentro das democracias ocidentais?
Limitação da participação popular: Essas dinâmicas podem limitar a participação popular nas decisões políticas, concentrando o poder nas mãos de uma elite econômica e política.
Desigualdade social: Essas dinâmicas podem contribuir para a concentração de riqueza e renda, aumentando as desigualdades sociais e minando a coesão social.
Corrosão da democracia: A longo prazo, essas dinâmicas podem corroer a legitimidade das instituições democráticas e aumentar a desconfiança da população em relação aos políticos e às instituições políticas.


5 - Outra Perspectiva Intrigante: A Democracia como Espetáculo
Uma perspectiva adicional e igualmente intrigante sobre as democracias ocidentais é a que as vê como um grande espetáculo. Essa visão, embora possa parecer radical, encontra eco em diversas análises críticas da sociedade contemporânea.

5.1 - A Democracia como Espetáculo: Uma Breve Explicação: Ao caracterizar a democracia como um espetáculo, os críticos sugerem que o processo político se tornou cada vez mais distante da realidade das pessoas e se transformou em uma grande produção midiática. As eleições, os debates políticos e as campanhas eleitorais são vistos como performances cuidadosamente orquestradas, onde a imagem e a retórica superam a substância e o conteúdo.

Os principais argumentos dessa perspectiva são:
Mediação da mídia: A mídia de massa, com seus formatos cada vez mais sensacionalistas e fragmentados, molda a percepção pública sobre a política e os políticos. A busca por audiência e a necessidade de simplificar temas complexos levam a uma superficialização do debate político.
Personalização da política: A política se tornou cada vez mais personalizada, com foco nas figuras dos candidatos e em suas vidas pessoais. Isso desvia a atenção dos grandes problemas sociais e econômicos e fragmenta a opinião pública.
Consumismo político: A política é tratada como um produto a ser consumido, com os eleitores assumindo um papel passivo de espectadores. A participação política se restringe ao ato de votar, e as decisões importantes são tomadas por uma elite política distante da realidade da maioria da população.
Simulação da democracia: As instituições democráticas, como os partidos políticos e os parlamentos, se tornam cada vez mais distantes dos interesses dos cidadãos. Os políticos profissionais, preocupados com sua própria carreira, tendem a priorizar a manutenção do status quo em vez de promover mudanças significativas.

5.2 - Consequências da Democracia como Espetáculo:
Despolitização: A população se desinteressa pela política e pela participação cívica, sentindo-se alienada e desamparada.
Crescimento do populismo: A busca por soluções simples e rápidas para problemas complexos abre espaço para o surgimento de líderes populistas que prometem soluções milagrosas.
Fragmentação social: A polarização política e a intensificação dos conflitos identitários fragmentam a sociedade e dificultam a construção de consensos.

Essa perspectiva nos leva a questionar:
Até que ponto a democracia representativa ainda é capaz de responder aos desafios da sociedade contemporânea?
Quais as alternativas à democracia representativa?
Como podemos fortalecer a participação cidadã e garantir uma política mais próxima das necessidades da população?


6 - A Ilusão Naturalista e a Violência Simbólica na Aceitação da Democracia Ocidental: Uma Perspectiva Bourdieusiana:
A perspectiva de Pierre Bourdieu sobre a aceitação da democracia ocidental como única ou menos pior forma de governo pode ser enriquecida ao analisar os conceitos de ilusão naturalista e violência simbólica.

6.1 - Principais ideias:
A Ilusão Naturalista: consiste em naturalizar o que é socialmente construído, ou seja, em tomar como natural e imutável aquilo que é fruto de relações de poder e de história. Ao naturalizar a democracia ocidental, as pessoas tendem a acreditar que ela é a forma de governo mais adequada e justa, esquecendo-se de que ela é um produto histórico e social, com suas próprias contradições e limitações.
A violência simbólica, por sua vez, refere-se à imposição de uma visão de mundo dominante, que legitima as relações de poder existentes. A democracia liberal, ao se apresentar como o sistema político mais justo e democrático, exerce uma violência simbólica ao naturalizar suas próprias regras e valores, tornando difícil questionar suas bases e propor alternativas.

6.2 - A Democracia Ocidental como Produto da Violência Simbólica
Ao analisar a democracia ocidental sob essa perspectiva, podemos perceber como a violência simbólica contribui para sua naturalização e aceitação:
Legitimação das desigualdades: A democracia liberal, ao prometer igualdade de oportunidades, mascara as profundas desigualdades sociais e econômicas que a caracterizam. A violência simbólica consiste em naturalizar essas desigualdades, fazendo com que as pessoas as aceitem como inevitáveis.
Dominação cultural: A cultura dominante, que inclui a mídia, a educação e as artes, reproduz os valores e as ideias da classe dominante, legitimando o sistema político existente. A violência simbólica consiste em impor essa cultura dominante, limitando a capacidade das pessoas de questionar o status quo.
Consenso fabricado: A violência simbólica contribui para a construção de um consenso social em torno da democracia liberal, mesmo que esse consenso não seja fruto de um debate livre e democrático. A repetição de certos discursos e a censura de outras vozes contribuem para a criação de um consenso fabricado.

6.3 - As Consequências da Ilusão Naturalista e da Violência Simbólica
A aceitação da democracia ocidental como única ou menos pior forma de governo, fruto da ilusão naturalista e da violência simbólica, pode ter diversas consequências negativas:
Limitação do debate político: A naturalização da democracia liberal limita o debate político, dificultando a emergência de novas ideias e propostas.
Dificuldade em questionar o status quo: A violência simbólica impede que as pessoas questionem as bases do sistema político existente, tornando difícil a construção de alternativas.
Legitimação das desigualdades: A aceitação da democracia liberal como sistema justo contribui para a legitimação das desigualdades sociais e econômicas.

6.4 - Conclusão
A perspectiva de Bourdieu nos permite compreender como a aceitação da democracia ocidental como única ou menos pior forma de governo não é um processo natural, mas sim o resultado de complexas relações de poder e de uma construção social. Ao desnaturalizar a democracia liberal e identificar a violência simbólica que a sustenta, podemos abrir caminho para um debate mais crítico e para a construção de alternativas mais justas e democráticas.

6.5 - Questões para reflexão:
Como a mídia contribui para a naturalização da democracia liberal?
Quais são as alternativas à democracia liberal e como podemos construí-las?
Como a educação pode contribuir para a desnaturalização da democracia liberal e para o desenvolvimento do pensamento crítico?

Gabriel Rockhill apresenta “The Global Theory Industry & Left Anti-Communism” no Programa de Verão do Critical Theory Workshop (7 de julho de 2021

Para a sessão de hoje propus o título de indústria da teoria global e anticomunismo de esquerda e o objetivo básico é delinear para vocês de uma forma um pouco mais informal, no sentido de que quero dar-lhes a visão geral e podemos minerar nos detalhes se as pessoas estiverem interessadas em pesquisas que venho fazendo há décadas neste momento e dê uma ideia de como cheguei a esta pesquisa originalmente porque em parte digo isso em relação a algumas das leituras que você fez na sessão de hoje, hum, recebi algum feedback, especialmente sobre o artigo de Foucault que o interpretou como uma espécie de política de terra arrasada que talvez estivesse sendo muito cruel com Foucault, que fez contribuições para o materialista análise e outras coisas semelhantes, a fim de não simplesmente contornar essas preocupações, mas levá-las de frente, gostaria de lhe dar uma ideia de onde vem esta pesquisa e por que minha trajetória pessoal levou a uma abordagem mais ampla análise das forças sociais objetivas que operam por trás da indústria da teoria global, em suma, o que proponho delinear e i querer mantê-lo relativamente curto por 30 ou 40 minutos são as maneiras pelas quais meu próprio itinerário intelectual Um não é necessariamente interessante por si só, mas porque revela coisas realmente fundamentais sobre as forças sociais objetivas que têm funcionado por trás da criação e a manutenção dos limites da indústria da teoria global e, portanto, meu ponto de partida será simplesmente e eu tome isso como um ponto de partida porque presumo que possa se sobrepor a alguns de seus próprios trabalhos e interesses, dada a diferença de idade entre a maioria de nós, mas também o tipo de estágio em que alguns de vocês estão acordados quando eu era estudante de graduação e pós-graduação, eu estava interessado em explorar a teoria mais radical e crítica disponível deu-nos as melhores ferramentas para analisar a sociedade, mas também para transformar a sociedade de uma forma mais igualitária. Dada a natureza do aparelho de conhecimento em que eu operava e por aparelhos de conhecimento e baseando-me no trabalho de Brecht e outros, quero dizer o todo o sistema de produção intelectual, circulação e recepção, portanto, todas as forças materiais operantes na produção de ideias no em primeiro lugar e isto não são apenas ideias dentro da academia, são também ideias dentro da imprensa dentro das indústrias culturais dentro da chamada esfera pública entre aspas em geral e que este aparato de conhecimento não só produz conhecimento, mas depois cria canais muito específicos para certas formas de conhecimento que circulam e outras são excluídas dessa circulação e também predetermina a sua recepção, significando que se certas ideias são apresentadas, por assim dizer, na esfera pública, algumas delas são captadas, escritas sobre uh dignas de fama e reconhecimento e outras desaparecem, são ignoradas ou realmente têm campanhas difamatórias lançadas contra elas e, portanto, nesse sentido, neste aparato de conhecimento no qual entrei em meu próprio tipo de desenvolvimento intelectual, tanto na graduação quanto na pós-graduação estudante nos Estados Unidos e passei cerca de uma década na França, esse aparato era tal que me direcionou para uma fonte específica e é isso que eu chamaria de teoria crítica generalizada e que a teoria crítica generalizada é resultado de um tipo de anglo-americanização tanto da teoria francesa quanto da teoria francesa afiliada às décadas de 1960 e 1970, mas quero voltar daqui a pouco ao estruturalismo e ao pós-estruturalismo, em suma, ou pelo menos é assim que são chamados no mundo anglófono, porque estes termos não são facilmente uh, a maioria da comunidade intelectual francesa reconhece que o pós-estruturalismo é apenas um desenvolvimento adicional a partir do estruturalismo porque muito é partilhado com o projecto estruturalista e, portanto, a teoria francesa funciona como um dos as principais raízes, por assim dizer, desta forma anglo-americana generalizada de teoria crítica, mas também a teoria crítica da escola de Frankfurt, certo, e a forma de teoria crítica que foi desenvolvida no início do século 20 por pessoas como Horkheimer Adorno Marcuza e outras originalmente na Alemanha, mas depois foram exilados para os Estados Unidos e, portanto, algumas pessoas distinguirão a teoria crítica da escola de Frankfurt como uma tradição específica da teoria crítica nesta tradição mais generalizada e, além disso, ambas, se for a teoria francesa ou a teoria crítica do estilo alemão, se misturaram e realmente funcionaram como alguns dos principais tipos de tributários que deram força a grande parte do desenvolvimento teórico dentro do aparato capitalista mais amplo de produção de conhecimento, a teoria decolonial seria um grande exemplo disso, é claro baseia-se tão fortemente em figuras como Ducelle, que está enraizado em levinos ou estudos pós-coloniais que é mediado por figuras como Spivak, que está saindo diretamente de Derrida, você continua com esta lista, um afro-pessimismo, que tenta fazer da França erva-doce em um pensador não revolucionário, o que é uma tarefa intelectual incrível, se é que alguma vez existiu, mas existe uma toda a indústria que está fazendo isso neste momento é a teoria queer liberal, que é basicamente a teoria queer materialista erradicada sob o nome de suposta libertação, que acaba assumindo formas que se assemelham mais à observação naval pequeno-burguesa do que à transformação social radical em nome da libertação de sexualidades e géneros e desempenhou, na verdade, um papel realmente crucial ao ignorar a minimização destas tradições de uma grande parte perspectiva antimarxista então na minha própria trajetória fui atraído por esta forma de teoria crítica generalizada e na verdade queria ir ao coração da besta e então aprendi francês sozinho e fui estudar na França porque pensei que bem eu enterrei nós ainda vivos, collant, ainda estávamos vivos lusa rigori e todas essas outras figuras e assim no meio no final dos anos 90, fui originalmente para a França e depois fiquei lá por cerca de 11 anos, estudei com Derrida e acabei tendo aulas com Paul Recur com Julia Custeva com o tipo de luminares importantes da teoria francesa antes que vários deles falecessem ou parassem de escrever de várias maneiras ou parei de manter uma presença mais pública e durante esse tempo continuei minhas próprias investigações o mundo maior e a minha compreensão dele foram confrontados com um paradoxo fundamental que penso que poderia sobrepor-se a algumas das suas próprias experiências e que foi o facto de me ter tornado extremamente versado em jogos discursivos inacreditavelmente intrincados que dominei e dominei no original. linguagem e eu estava publicando no idioma original e depois houve ocorrências políticas, uma delas muito importante minha própria vida foi 9 11 2001 que eu literalmente não tinha capacidade intelectual para entender eu não entendia o imperialismo global eu não entendia o estado de segurança nacional dos EUA eu não sabia nada sobre a armadilha afegã e a maneira como Osama bin Laden e o muay jin rebeldes são um produto cia eles foram treinados e financiados pela cia, eu simplesmente não tinha ideia sobre uh muito básico fatos da existência material de povos ao redor do mundo e, em vez disso, fui orientado para uma chamada desconstrução da metafísica ocidental, que toma seus parâmetros de análise de um cânone pré-estabelecido do chamado pensamento ocidental, uh, com todos os que você conhece supostos grandes pensadores, muitos deles, é claro, também afiliados ao fascismo de várias maneiras, é claro, sendo Martin Heidegger o mais famoso dos quais, por ser um nazista impenitente, nunca se desculpou por isso, nunca fez uma declaração pública, você sabe, voltando atrás em algumas das coisas que ele disse nos anos 30, na verdade, pelo contrário, se você souber que sua introdução à metafísica meio que foi na direção oposta, Paul Damon é um nazista conhecido que acabou se reinventando e ensinando em Yale e convidando Derrida e hum, o Registro histórico de Paul de Mont, encorajaria todos vocês a investigar se não estão familiarizados com ele, dá uma grande visão sobre as sensibilidades políticas da desconstrução e as maneiras pelas quais você pode ser um liberal político ou um defensor fascista do nazismo ou de várias formas de fascismo no caso de demanda e heidegger e então, enquanto eu explorava tudo isso, isso me fez pensar bem, espere, há problemas com as limitações da minha própria formação intelectual e comecei a explorar de forma mais ampla, indo para as ciências sociais históricas, fui atraído por foucault, em primeiro lugar, devido a o fato de ele ter um envolvimento materialista com arquivos pelos quais está interessado em questões políticas pelas quais também me senti atraído o trabalho dos sociólogos burgueses e as suas críticas ao idealismo como seu agente dentro das tradições filosóficas, as suas críticas à desconstrução do pós-estruturalismo, algumas das quais penso serem muito importantes, também fui atraído pelo trabalho de badu zhizhak e outras figuras que eram marxistas explícitos, mas também têm um projeto metafísico muito profundo no qual estão envolvidos e tentam reunir metafísica e marxismo o que, pelo menos da minha perspectiva contemporânea, é em grande parte incompatível se você entender pela metafísica a crença de que conhece as forças espirituais e outras coisas semelhantes, uh, existem metafísicas puramente materialistas. Então essa seria outra discussão que eu ficaria feliz em ter, mas através do meu envolvimento com figuras particularmente como foucault e bourdieu e outros que são identificados como estruturalistas, quer aceitem ou não o termo eles próprios bordeaux é referido como uma espécie de estruturalista genético e abraça o termo pelo menos em alguns de seus escritos, bem como devo mencionar que o rancier de direita roncier vem diretamente da herança fucoiana e compartilha muito com foucault, incluindo seu antimarxismo e anti -comunismo, mas também a sua dedicação em fazer formas de historiografia transcendental que olhem para a produção cultural e tentem fazê-lo estabeleça as coordenadas intelectuais que supervisionam todo esse direito de produção cultural, para que seja transcendental, no sentido de que às vezes analisa a produção cultural com muitos detalhes, mas o que lhe interessa em última análise são as formas idealistas que supostamente governam que essas modalidades específicas de produção cultural, certo e assim isto é diferente de uma análise materialista das instituições, da economia, das relações sócio-políticas, etc., que o fariam entre em produzir esses fenômenos culturais e eis que apesar do fato de eu estar frustrado com derrida e os círculos deridianos e os círculos de levy nazis Que eu estava por não fornecer enquadramento intelectual suficiente e compreensão do que estava acontecendo no mundo após 2001, uh dos ataques de 11 de setembro de 2001, quando comecei a explorar mais o trabalho de algumas dessas outras figuras encontrei imediatamente certos recursos, mas também limitações extremas, certo no caso de foucault, você sabe um pouco disso pelos artigos que você examinou, ele basicamente ignorou a questão colonial que estava acontecendo bem à sua porta ele não esteve envolvido em lutas revolucionárias e organização revolucionária, exceto por um breve período após 68 o que eu interpreto e na verdade dois de seus principais biógrafos interpretaram como sendo oportunistas, ele reconheceu que a intelectualidade estava se tornando meio esquerdista e ele aceitou esse projeto porque elevou sua carreira como 68 Pensador, mas a partir de cerca de 1972 ele virou as costas para que os movimentos de emancipação racial realmente não estivessem no radar do feminismo no qual ele não estava interessado e até mesmo a sua política queer era indiscutivelmente mais dedicada à respeitabilidade burguesa do que as formas mais militantes de libertação queer que se encontram contemporaneamente no trabalho de Daniel guerra e outros que oferecem pedras preciosas e outros dentro da cena intelectual francesa. marxismo que não se baseiam realmente num envolvimento muito sério com a história da terceira uh internacional tanto ao nível da organização política como apenas ao nível dos escritos intelectuais, não há um envolvimento sério com Lennon Mao Che ou qualquer uma destas outras figuras e, em vez disso, ele confia em versões de marxismo que poderiam ser mais generosas e isto é verdadeiro foucault também ser descrito como o marxismo da segunda internacional, o que significa que este era um reformista potencialmente modelo de marxismo moderadamente eurocêntrico que pensava que se poderia votar na classe dominante fora do poder e que toda a terceira internacional, começando com a união soviética e a liderança de Lenine na revolução na união soviética, foi confrontada com o segundo marxismo internacional porque reconheceu que você só irá tomar uh você só será realmente capaz de tomar o poder por meio de uma autodefesa revolucionária do uh, os movimentos sociais, os próprios movimentos sociais marxistas e isso exige levar a sério a violenta contra-ofensiva dos países capitalistas, vocês conhecem, 14 dos quais invadiram a união soviética em 1918. a esse respeito, não há apenas uma falta de compreensão histórica por parte dos roncieri fucoianos e eu colocaria Judith Butler e outras figuras dentro desta linhagem daquela história que eles realmente simplesmente não estudam, em vez disso confiam em argumentos de espantalho que são um pouco embaraçosos quando você os compara com o registro real existente e também há na parte daqueles que defendem certas formas de marxismo, uh um envolvimento tão sério com o platonismo metafísico no caso de badu e você conhece até mesmo uma espécie de metafísica cristã que é então fundida com uma tentativa de combinar o marxismo com elementos transcendentes de definição de tendências do francês. teoria que muitas vezes ofusca as contribuições da análise materialista histórica real, certo para que, em vez de fornecer uma análise concreta você pode usar um sistema simbólico como a psicanálise lacaniana e projetá-lo em ocorrências sociais e culturais como se isso estivesse explicando algo, em vez de simplesmente estar enraizado em uma analogia idealista, certo, a ideia de que como uma pessoa pensa poderia de alguma forma explicar como o mundo material real opera certo, é na verdade a responsabilidade daqueles que fazem isso. Explicar como esses pontos estão conectados e não simplesmente suponha que bem, é verdade porque lacan disse que era verdade com base em você sabe o que qualquer um poderia potencialmente entender nos escritos do cã, a outra coisa que veio à tona em meu próprio tipo de desenvolvimento intelectual é que esta tradição de teoria crítica generalizada saindo da teoria francesa que sai da escola de Frankfurt. Também lançou uma sombra incrivelmente longa sobre o intelectual materialista histórico tradição dos anos 1930 40 e 50 porque para os intelectuais europeus se estamos falando sobre eles pelo menos uh você sabe de uma forma provisória neste momento por causa de seu impacto sobre a indústria da teoria global quase você sabe que uma grande parte da intelligentsia europeia foi marxista em A era fascista da década de 1930 e na esteira da guerra mundial ii porque os liberais e a direita foi desacreditada por ajudar e encorajar a ascensão do fascismo ou por apoiá-lo directamente, por isso é incrível quando se pensa na reabilitação do heidegger por Derrida na era pós-guerra e para compreender isto completamente temos de vê-lo como parte do que é e isso é uma contra-ofensiva contra a intelectualidade materialista histórica dos anos 30 Anos 40 e 50, então as figuras que foram enterradas incluem Daniel la Croix, que teremos na segunda-feira para discutir seu trabalho. Acho que um dos melhores historiadores franceses entrega uh, quem não é você sabe, é alguém que não é amplamente traduzido uh não reconhecido como uma das figuras intelectuais mais importantes da teoria francesa, claro um samira min uh henri lefebvre, como algumas pessoas sabem, mas muitas vezes ele está desconectado de suas raízes materialistas históricas jacques jorge thomas sankara, você sabe que há tantas outras figuras no mundo francófono mais amplo que poderíamos apresentar a este emmy cezaire, é claro, que é um materialista histórico e então o que eu gostaria de colocar em primeiro plano é que minhas próprias peregrinações subjetivas, não creio que sejam necessariamente grande interesse por si mesmos, mas revelam um certo número de coisas sobre as relações materiais objetivas de produção de conhecimento na era neoliberal e cada vez mais nos últimos quatro ou cinco anos foi nisso que me interessei, o que significa que a questão dominante para O projeto de pesquisa que estou apresentando, mas também quero abrir para discussão é o que era o material força as forças económicas, as forças institucionais e políticas que apoiaram e promoveram esta teoria crítica generalizada, a assumirem a forma de teoria francesa ou a assumirem a forma de teoria crítica alemã como a única teoria crítica. e, além disso, por que você sabe disso ou o que são essas forças materiais e por que isso acontece a teoria que foi promovida esta teoria crítica generalizada trafica um discurso supostamente radical, mas está ancorada em visões de mundo extremamente conservadoras. Acabei de abordar isso em foucault, mas poderíamos falar sobre isso em derrydale in de luz in luceri julia cristava muitas outras figuras paul recur seria um grande exemplo, então por que esse discurso específico que tem sido promovido trafica uma espécie de forma intelectual radical de produção que está ancorada em visões de mundo e práticas políticas conservadoras e qual é a substância que opera por trás dos símbolos desta radicalidade a este respeito, o quadro da minha análise nos últimos cinco ou dez anos realmente mudou em vez de manter o quadro de análise idealista e subjetivista padrão que é tão difundido nas humanidades e com isso quero dizer Uh que o que somos treinados para fazer ou muitos de nós somos treinados para fazer é focar na produção individual de seres singulares únicos que supostamente pensavam em um nível mais elevado do que o resto da humanidade ou as massas da humanidade e a suposição é que, ao fazer essas formas de análise devemos nos concentrar em uma análise interna que signifique quais são as ideias e discursos operativos dentro de um particular produção Individual este é o mero oposto da maneira que EU vim para ver o mundo que é, em vez de uma análise objetiva materialista do aparato de produção de conhecimento direito então o que EU estou interessado em é quais são as forças objetivas que impulsionam essas formas subjetivas individuais de produção intelectual em um determinado nível qualquer um que é ou foi um estudante de pós-graduação ou foi para a escola de arte i pense que poderia se relacionar com isso porque você nunca está, quero dizer, pelo menos eu não estive em uma situação em que você seja absolutamente livre e encorajado a fazer exatamente o que deseja fazer, geralmente seu trabalho é mapeado em termos de canais que são estabelecidos de profissionalização de onde está o debate atual sobre quais são as revistas dominantes. Publicar uh você tem que fazer referências a algumas delas os bezerros simbólicos da academia e tornam o seu discurso legítimo de acordo com os protocolos da intelectualidade pequeno-burguesa no aparelho capitalista de produção de conhecimento, por isso esta mudança de subjetiva para objetiva, penso que é essencialmente importante, mas é também uma mudança de modalidades idealistas de análise para um quadro materialista de análise, por isso não estou apenas interessado em, embora tenha passado um número excessivo de anos estudando a produção discursiva de figuras individuais significando qual é o seu sistema interno de ideias certo e eu ficaria feliz em ter conversas sobre isso no caso das figuras que conheço melhor porque passei muito tempo estudando-as, mas na verdade descobri que isso tipo de trabalho intelectual nos proíbe e nos impede de consagrar tempo ou dedicar tempo à análise objetiva mais ampla e isto é, olhar para as forças que cultivam práticas teóricas subjetivas específicas e estão sempre à procura delas, um excelente exemplo disso em um campo ligeiramente diferente, mas se sobrepõe muito ao que estamos falando é a importante crítica de Sylvia rivera kisikanki à teoria decolonial que aponta que tudo é examinado pelas instituições poderosas do norte global que decidem quais são os discursos dignos de tradução digna de discussão, em grande parte porque estão desligados das comunidades activistas no terreno e da verdadeira luta de classes material e porque participam no grande jogo global da pirotecnia discursiva porque se envolvem com as mercadorias quentes certas, são delosianas ou fukuianas. ou libanesas ou outras coisas semelhantes a esse respeito e vou dar uma visão geral muito rápida sobre isso, gostaria de dar você tem um pouco de visão de onde essa mudança na estrutura de análise me levou ao meu próprio relato de como deveríamos entender melhor basicamente a história intelectual na qual muitos de nós nascemos e desde que essa indústria teórica tem sido tão Globalizado, você sabe que as pessoas na Índia, na Austrália e na América Latina também estão sujeitas a isso, embora potencialmente em formas ligeiramente diferentes e o que apresentarei basicamente nos próximos 10 ou 15 minutos é o núcleo de oh, vejo que há uma pergunta no bate-papo é essencial agora, desculpe, só não quero que Felipe estivesse lá se você se é uma questão de esclarecimento ou outros. Por favor, entre em contato, você poderia enviar o nome do último autor mencionado, quem foi o o último autor mencionou um, sinto muito em incomodá-lo, não, é tudo bom, você se lembra basicamente de como é pronunciado sylvia, talvez ah, ela será muito hippie, sim, uh, posso compartilhar, na verdade, não tenho certeza sobre a grafia exata do último nome, mas se você conectá-lo a um mecanismo de busca, alguém pode corrigir a grafia e há uma entrevista em particular com a qual estou pensando ela que é excelente e uh pode compartilhar um pdf ou você provavelmente pode encontrá-lo on-line um é os escritos de ahmad sobre estudos pós-coloniais são outro grande exemplo desse tipo de trabalho materialista crítico com o qual também estou me envolvendo. gostaria apenas de lhe dar uma ideia deste projeto de livro no qual venho trabalhando há quatro ou cinco anos a guerra mundial intelectual e o ponto focal para isso está na análise materialista da tentativa fracassada de matar a própria ideia e prática do comunismo não apenas dentro da intelectualidade ocidental, mas também na intelectualidade global mais ampla que está sujeita à indústria da teoria global e uma das razões pelas quais isso é importante é porque em algumas pesquisas paralelas que tenho feito sobre a história do u. o Estado de segurança nacional e particularmente a cia, mas também outras agências, chegou ao meu conhecimento que uma das principais operações psicológicas do Estado de segurança nacional dos EUA tem sido matar a esquerda comunista e reforçar a promoção e o apoio à esquerda não-comunista. é o vocabulário que utilizam nos seus documentos internos e também se referem a ele como o significado de esquerda compatível é compatível com os interesses capitalistas do império dos EUA para os quais a cia está trabalhando. Nesse sentido, uma das organizações mais importantes, o congresso para a liberdade cultural, que era uma organização de fachada da cia, estava sediado em paris e supervisionado por um agente da cia, Michael. josselson, que então usou seu poder e sua influência por 17 anos, mas depois tentaram reembalá-los outras agências e com outros financiamentos, pelo que este projecto continuou após o fim do congresso para a liberdade cultural, criaram toda uma rede de revistas académicas, uma rede de traduções de conferências internacionais do maior tipo possível, a fim de promover a esquerda não-comunista. um excelente livro de Francis Donner Saunders chamado Guerra Fria Cultural ou quem pagou o flautista era na verdade o o título original recomenda-o fortemente porque entra em parte desta história Só para lhe dar uma ideia disso, o congresso para a liberdade cultural organizou 37 conferências internacionais diferentes que implicaram cerca de 38 instituições que você conhece instituições de ensino superior, publicou um mínimo de 170 livros acerte isso e lembre-se de que tudo isso está sendo feito com contribuições financeiras diretas da cia e de a corporatocracia americana, especialmente a fundação ford, esteve muito envolvida nesses projetos e trabalha lado a lado com a cia, eles também estabeleceram um serviço de imprensa chamado forum uh forum service, que é como ap e estava apenas divulgando artigos basicamente adaptados para a imprensa por a cia que oferecia gratuitamente em todo o mundo relatórios e análises em 12 idiomas diferentes isso apareceria em cerca de 600 jornais e alcançaria 5 milhões de leitores. Nesta rede, incluíam-se alguns dos principais periódicos que estavam sendo publicados não apenas em inglês, como a revista partidária do encontro e outros, mas também em alemão de mônada, onde Adorno publicou e também tinham dois periódicos eles estavam administrando na América Latina, um na Índia e em outras partes do mundo, por isso é uma operação muito importante isso por si só é apenas parte de um mecanismo de propaganda mais amplo que, francamente, sábio, um dos arquitetos do Estado de segurança nacional dos EUA e um oficial muito importante da cia, conhecido como o poderoso wurlitzer que ele queria ter, acho que mencionei isso de passagem diante de um controle centralizado do aparato de circulação e recepção da produção de conhecimento para que fique na sede da cia em Langley Virginia ele poderia apertar um botão e fazer com que a mesma história fosse reproduzida em todos os lugares, em tantos idiomas diferentes e com tantos rostos diferentes aparecendo em diferentes meios de comunicação, entre aspas, liberais e conservadores, em muitos idiomas diferentes, para que pudessem controlar a narrativa. envolvimento na história da imprensa burguesa e gestão de um número excessivo de jornalistas como agentes disfarçados da cia ele próprio admitiu que você conhece tantos jornalistas quanto uh 400 Ou, na verdade, você sabe que a admissão original era de 50 jornalistas que trabalhavam diretamente na cia, mas ao longo do tempo e ao longo de várias investigações na década de 1960 descobriu-se que havia pelo menos 400 jornalistas americanos e depois, numa importante exposição de Carl Bernstein, ele concluiu que havia hum, cerca de 800 organizações e indivíduos envolvidos na imprensa global que tinham laços diretos com a direita da CIA, então esta foi uma campanha de propaganda global para difamar a intelectualidade de esquerda anticapitalista e, em particular, os comunistas e socialistas, o inimigo número um, possivelmente dentro de pelo menos o a intelectualidade era jean-paul uh por causa de seu marxismo e simone de voir por seu comunismo, certo, mas havia outros franz fanon cesar uh e outros certos, então é uma grande operação importante. E quando situamos as formas emergentes de teoria crítica generalizada provenientes das variantes francesa e alemã em relação a isso, vemos que também havia elementos desta operação que estavam financiando e apoiando a promoção da teoria antimarxista sob os deuses de ser o discurso mais radical sendo produzido em todo o mundo, um grande exemplo disso, acho que também já toquei nisso brevemente antes, a fundação ford inclui uh um realmente promoveu a chegada da teoria francesa aos Estados Unidos em 1966 por uma grande conferência que eles realizaram em Johns Hopkins eles convidaram os estruturalistas, mas todos os estruturalistas marxistas, com exceção parcial de Lucian Goldman, não foram convidados e então foi uma chegada clara do estruturalismo dentro dos Estados Unidos Como sendo um estruturalismo antimarxista ou não marxista, isso continuou, é claro, com o trabalho que estava acontecendo nos estudos literários de Yale, no departamento de inglês de Yale e no meu própria pesquisa descobri em determinado momento quase todo o corpo docente ou pelo menos uma grande maioria do corpo docente do departamento de inglês de Yale era cia, o que significa que eles tinham laços diretos trabalhando como empreiteiros ou como oficiais em tempo integral ou como recrutadores, então também nesta pesquisa temos feito isso nos cabe puxar a balança dos nossos olhos e reconhecer que a universidade não é uma torre autônoma de marfim, faz parte de um acadêmico industrial militar complexo que está policiando as ideias que são consideradas legítimas para uso público, então o aspecto da teoria francesa disso é realmente importante por causa da promoção de figuras como derrida em oposição a daniel guerra ou algumas das outras que mencionei certo uh também é importante porque uma das maneiras pelas quais a teoria francesa foi integrada ao mundo anglo-americano mais amplo foi como um projeto político porque estava afiliado diretamente ao que é chamado de pensamento 68 e há a suposição de que mesmo que não houvesse uma conexão direta de alguma forma, esse pensamento radical sendo feito por você sabe que Foucault Christeva e outros tinham algum tipo de vínculo com 68 de maio 68, o que não é só que pode junho, é o ano inteiro e, na verdade, remonta pelo menos 66. é uma revolta global contra o sistema mundial capitalista que teve desenvolvimentos significativos na França, a maior greve da história, acredito na Europa, mas definitivamente na França naquele momento, mas também houve grandes movimentos, é claro, na América Latina e em outras partes do mundo. portanto, é uma revolta global contra o capitalismo e grande parte dela foi impulsionada na França ou pelo menos começou hum ou devo dizer que essa é uma das sementes importantes porque havia outras, como os movimentos anticoloniais e anti-imperialistas, mas uma das sementes importantes foi o movimento estudantil que criticou o regime mais corajoso para as suas reformas pró-capitalistas que eles têm empurrado as gargantas da universidade. Michelle Foucault esteve envolvida na redação dessas reformas e não se manifestou contra eles não os questionava de forma rigorosa ou séria e tinha a reputação de ser um tecnocrata gallus que operava nesses círculos de elite do poder, então foucault é um excelente exemplo de alguém que não é apenas um 68 er, ele estava no lado oposto lado das barricadas em 68 desde então, investiguei isso e olhei para todos os outros figures e escrevi um artigo muito longo e detalhado que será lançado no próximo ano, chamado fetichismo histórico da mercadoria e reversão ideológica, que analisa 68 e sua relação com a teoria francesa para os propósitos desta conversa, gostaria apenas de destacar que a afiliação entre 68 e a teoria francesa é baseada em uma analogia idealista, o que quero dizer com isso é que existe a suposição de que alguma radicalidade discursiva significa um sistema discursivo como a desconstrução ou um ou outros discursos como você conhece a arqueologia fucoin ou a genealogia ou outras coisas semelhantes. Que esses discursos foram colocados em analogia com maio de 68, mas não há base materialista para essa analogia, o que significa que há a suposição de que existem novas formas de falar e novas formas de pensar que surgiram na teoria francesa de alguma forma conectado com o que estava acontecendo em 68. agora, certamente, desde que surgiram no período de 68 anos, há provavelmente alguma conexão entre eles, mas a conexão entre eles não é uma analogia idealista, a conexão entre eles é materialista e o que se tornou cada vez mais claro para mim nesta pesquisa é que os 68 pensadores que foram promovidos na sequência de 68 foram em grande parte aqueles que se opunham aos modos de organização marxistas e anticapitalistas isso teve suas carreiras aceleradas devido a Isso e que foram promovidas como radicais precisamente porque eles não apenas não estavam amplamente envolvidos nesses movimentos, mas não apoiavam os movimentos anticapitalistas globais de forma mais geral, certo, eu poderia dizer muito mais sobre isso, mas em o interesse do tempo, acho que vou continuar e se você quiser algum dos detalhes sobre isso você sabe o que Lacan estava fazendo em maio, derrida ou outras pessoas semelhantes. Eu ficaria feliz em compartilhá-lo, justapusei isso aos verdadeiros pensadores e atores de 68 de maio, que eram antes de tudo a classe trabalhadora e todos os intelectuais da classe trabalhadora. que estão envolvidos, mas também incluíram tantos intelectuais que as pessoas que estão sujeitas à indústria da teoria global não o fazem saber e não ter sido traduzido, Jorge é uma das pessoas que mencionei antes, mas há tantas outras e posso fornecer nomes se as pessoas estiverem interessadas, agora o outro ponto de conexão que eu queria fazer é com a tradição de crítica da escola de Frankfurt. teoria como uma das fontes primárias para esta teoria crítica global generalizada que se desenvolveu na sua esteira ou em conjunto com isso, até certo ponto, e uma das coisas que é única na teoria crítica da escola de Frankfurt é que ela surgiu em grande parte como uma resposta ao fracasso da revolução alemã no Ocidente, então se você não está familiarizado com esta história em poucas palavras, 1917 derrubou um regime feudal czarista no soviete na Rússia e estabeleceu a primeira república operária e esperava-se que fosse presumido por alguns dos quais essa revolução se espalharia para o Ocidente e para a Alemanha tornaram-se um dos locais globais de luta de classes e assim os comunistas alemães uh rosa luxemburgo vazaram nep e outros estiveram envolvidos nestes movimentos e estiveram em conversa direta com Lenin e os líderes do revolução russa e havia não só a possibilidade, mas também a ocorrência material muito real de uma revolta que começou assumir parte da Alemanha e parecer que poderia derrubar o governo, o que aconteceu é que os sociais-democratas que eram marxistas reformistas que acreditavam em usar as urnas como o mecanismo realmente primário para a transformação social se voltaram contra os terceiros marxistas internacionais revolucionários e colocaram matá-los, este é um momento incrível na história da organização comunista e tão importante para entender o quê aconteceu em seu rastro e o projeto de teoria crítica da escola de Frankfurt foi criado em parte para compreender o fracasso da revolução alemã, bem como a ascensão do fascismo na esteira, você sabe, nos períodos entre guerras, basicamente o que aconteceu é que, embora o próprio a base para a teoria crítica da escola alemã de Frankfurt era na verdade um dos títulos originais do instituto o instituto para maxismus por isso ia ser um marxismo Instituto eles foram contra isso em vez mudou o nome para o instituto de pesquisa social como tenho certeza que muitos de vocês sabem e quando max horkheimer assumiu a direção do instituto no final de 1920 houve uma mudança muito decisiva longe da política de trabalho e organização internacionalista na direção de reflexões especulativas e a pesquisa acadêmica que estava muito distante do materialismo histórico e da política trabalhista em geral, Gillian Rose, escreveu de forma muito pungente sobre isso, referindo-se ao que aconteceu com a chegada de Workhammer como a academização da política, não a politização dos acadêmicos, um muito você sabe que há uma série de muito sinais reveladores disso, vou apenas destacar um ou dois deles para lhe dar uma ideia disso porque o que estou interessado neste projeto não são simplesmente críticas subjetivas ad hominem dizendo, ah, você sabe, foucault estava do lado errado da história em 68 ou horkheimer nos fez derivar na direção da filosofia especulativa em vez de realmente fazer análises materialistas históricas que poderia ter sido útil no que estou interessado são as forças sociais objetivas que estão condicionando essas formas em indivíduos A produção intelectual e também a sua promoção como os melhores relatos possíveis, você sabe, citam a realidade sem aspas, certo e no caso de Horkheimer e Adorno eles se situaram a política à direita dos social-democratas, então o socialismo revolucionário é frequentemente identificado com o terceiro social-democrata internacional. a democracia na sequência de 1917 passou a ser identificada com formas reformistas de marxismo ou liberalismo progressista, certo as versões ianques nos Estados Unidos, como a campanha dos sanders, são frequentemente identificadas como uma espécie de um vagamente social-democrata de várias maneiras, para que pudéssemos voltar a isso, na verdade, mas não conheço seu converso que estivesse à direita disso e fosse realmente crítico dos social-democratas e horkheimer está oficialmente falando na Uh americana hoysa, que eram institutos culturais que foram criados na Alemanha, na era pós-guerra, para promover a cultura americana e as visões americanas, eles são apenas parte da guerra cultural mais ampla de ideias, como defender a guerra no Vietnã, dizendo que era do interesse de você saber dizer duas coisas um é que foi quando os u. s vai para a guerra, serve para defender os direitos de citar sem citar o homem Ou os direitos da humanidade e defender as constituições um e também que tanto adorno quanto qurkheimer sofreram com esta descrição muito racista e descrição anticomunista dos chineses e dos vietnamitas comunistas que estavam lutando contra os períodos francês e americano, eles também apoiaram adorno e hargamer a intervenção no parte dos franceses britânicos e israelenses no canal Suez, então eles são defensores do imperialismo, enquanto não se manifestam em apoio a tantos dos importantes movimentos anticoloniais que estavam acontecendo na época e apresentam o que muitas pessoas irão agora se identifica como uma forma de marxismo ocidental ou cultural que a forma pressupõe que a verdadeira luta de classes materialista é demasiado complicada ou demasiado arriscado porque poderia esbarrar nas formas de totalitarismo assim chamadas e, portanto, o nosso ponto focal deveria ser a cultura e as formas de representação da produção cultural e outras coisas semelhantes e podemos e em certos casos devemos fazê-lo sem amarras de lutas políticas directas, por isso se você olhe para a história dos intelectuais socialistas e comunistas que remontam a como lukach gramsci lenin e outros que eram todos diretamente envolvidos na organização política de várias maneiras a diferentes níveis de capacidade e outras coisas, exceto a tradição da teoria crítica da escola de Frankfurt, cortou esses laços em nome de modos culturais de análise incorporados em formas mais especulativas de filosofia que se concentram em representações culturais e uh as normas das democracias burguesas ocidentais uh e, portanto, contribuem para uma espécie de projeto político liberal liberal em a sensação de acreditar nos mecanismos eleitorais e, na maior parte e, na melhor das hipóteses, no que se obtém é uma espécie de esquerda social-democrata, entre aspas, da teoria crítica da escola de Frankfurt e do trabalho de Nancy Frazier, por exemplo, hum, mas você não consegue nenhum do socialismo histórico materialista e revolucionário que está muito à esquerda dessa orientação particular tudo isso leva à minha conclusão e então reúna seus pensamentos e comentários e procuraremos mãos levantadas em um segundo e essa é que minha principal preocupação, eu acho, nesta pesquisa é até que ponto o anticomunismo de esquerda e por isso quero dizer uma posição em que se presume que a esquerda não é comunista e que estar à esquerda significa ser oposto ao socialismo realmente existente E abraçando conceitos ideológicos como o totalitarismo que tentam fundir o comunismo e o fascismo, o que é um enigma histórico, você sabe que ainda não foi feito com sucesso porque eles se opõem materialmente em níveis tão profundos e que isso deixou o anticomunismo estou interessado porque, em muitos aspectos, tornou-se a língua franca da teoria crítica generalizada. O que significa que tantos eu-proclamados teóricos críticos podem não apenas fazer declarações sobre o socialismo realmente existente ou a história do materialismo histórico que são manifestamente falsas e que foram refutadas não apenas por mim como indivíduo, mas por um coletivo que você conhece o senso dos pesquisadores que exploraram esses tópicos mas que essa língua franca, este tipo de bom senso padrão dentro da academia, continua a funcionar como um baluarte contra estas orientações mais esquerdistas, então a outra coisa que me interessa é como existem forças materiais que policiam a fronteira esquerda da crítica e que comunicam às pessoas, especialmente aos jovens, que se você quer ser, você conhece um socialista ou se você quiser ser anticapitalista, existem maneiras de fazer isso e as maneiras de fazer isso estão dentro a esquerda compatível, mas a esquerda não compatível, está além dos limites e, em grande parte, não apenas é desagradável, mas foi estruturalmente eliminada de várias maneiras da academia, muito mais do que poderia ser dito, mas no interesse do tempo quero parar por aí para que possamos ter tempo suficiente para discutir questões e comentários de debate para quem gostaria de nos iniciar fora e o campo está aberto porque eu entendo completamente que as pessoas podem estar escrevendo uma dissertação dentro de uma estrutura fucoiana e, portanto, algumas das coisas que estou dizendo podem parecer incendiárias ou problemáticas e eu prefiro que tenhamos um conversa onde as pessoas podem colocar todas as suas cartas na mesa e resolver as coisas, em vez de presumir que basta um você sabe, comece a partir de um site de acordo se quiser Nico, sim, muito obrigado, então eu tive algumas perguntas sobre, hum, procurando sua resposta, acho que há um tipo interessante de ameaça estrutural ou pós-colonial que, hum, meio que faz o oposto ou tenta fazer o trabalho oposto do que você está pensando e como o homie baba instance acusa o marxismo de estar ligado e ser uma espécie de extensão do liberalismo e de ser impotente nesse sentido, hum, e eu só queria ouvir como sua resposta material a isso ou o que você pensaria disso e então também hum, isso poderia ser como um tópico longo ou para outro dia, mas hum apenas curioso como o papel dos situacionistas, hum em maio de 68 e como eles serviram como um, talvez como uma dobradiça e como um pouco anticomunistas, depois do que você percebe que a historiografia disso é tão, sim, muito obrigado. Sim, ótimas perguntas, homie baba não é a pessoa que eu faria análises rigorosas do marxismo realmente existente, pelo contrário, e acho que é uma das coisas importantes que realmente abraço nas tradições marxistas é que a clareza da escrita está ligada à clareza de conceptualidade e ao desejo de me conectar com as massas da humanidade num projecto colectivo mais amplo de pedagogia e, portanto, a proporção de obscurantismo que é quase sistematicamente introduzida nos discursos, a fim de aumentar um capital simbólico, está então mais enraizado no oportunismo pequeno-burguês num projecto colectivo que inclui outros investigadores e faz parte de um projecto científico mais amplo e de um projecto científico social de análise, a ideia de que o marxismo está ligado ao liberalismo, então apenas para encarar isto de frente, é um mal-entendido de toda a história material de ambos. tradições, acho que recomendei antes do livro dominic losordo sobre liberalismo e contra-história, é provavelmente o melhor livro sobre o tema, eu também recomendaria, mas não tão fortemente, meu terceiro capítulo na contra-história do presente, que analisa a categoria da democracia e a história material da democracia no caso dos Estados Unidos e há muitos outros trabalhos realmente bons. porque o liberalismo emergiu como um projecto político como o apoio ideológico e institucionalmente material ao capitalismo global e acompanhou-o todos os projectos de escravização do genocídio em massa do capitalismo global Uh não só a opressão, mas a super exploração das mulheres como escravas domésticas, a racialização das populações globais continua na lista, certo, e o liberalismo político, tanto como filosofia como como conjunto de instituições materiais, é não está em contradição com estes projectos, mas faz parte integrante destes projectos e sempre esteve enquanto o marxismo é uma tradição materialista histórica que emergiu da crítica direta às ciências sociais burguesas e às instituições burguesas, particularmente ao liberalismo, há muito mais que poderia ser dito sobre que os situacionistas são frequentemente identificados como uma das sementes importantes na luta por anti- organização capitalista dentro do mundo francófono ou no mundo francês, mais especificamente uh claramente eram referências intelectuais importantes antes dos 68 anos e eles estavam diretamente envolvidos em algumas das ocupações, especialmente na ocupação do teatro odeon no centro de Paris e em uma das outras ocupações, estou tirando um espaço em branco em qual delas agora, então acho que são importantes pedras de toque em a esse respeito, você sabe que seu próprio envolvimento com o materialismo histórico é bastante complexo e teríamos que reservar algum tempo para desvendar há também um pouco de opacidade em seu discurso em Sua produção cultural, mas eles são uma das tradições que não está tão em primeiro plano quanto algumas das outras certas, muitas pessoas sentem a necessidade de ler foucault e derrida, mas não um exigência de ler dubour ou pelo menos ele seria como um autor de segundo ou terceiro nível a esse respeito nico e eu diria isso para qualquer outra pessoa que fez uma pergunta, se você quiser fazer o acompanhamento, basta voltar e se soltar, mas se estivermos prontos para continuar, então talvez Megan seja a próxima, oi, sim, eu só queria dizer obrigado novamente, hum, é um super conversa enriquecedora e, hum, artigos também, hum e acho que gosto do assunto, como as limitações, hum de trabalhar dentro da academia, tanto de uma perspectiva material de ter que trabalhar para a estabilidade ou saltar de posições adjuntas, como ser Através de um moedor de carne, como um estudante de pós-graduação, mas também como os limites ideológicos de trabalhar como dentro, hum, como o indústria da teoria global, hum, acho que estou me perguntando como alternativas práticas como você vê ou faria sugira que obviamente este workshop de teoria crítica é como um exemplo de algo como uma alternativa como projetos acadêmicos ou teóricos onde as pessoas podem realmente se envolver como esses radicais hum com pensamento radical hum, mas acho que estou me perguntando especialmente como um muitas pessoas aqui são como estudantes de pós-graduação ou estudantes em geral, hum, como como se envolver com o nível de práticas que fazem como eu acho que se envolvem com essas teorias de uma forma significativa e prática, bem como dentro ou fora da academia. Desculpe, se isso é como uma questão confusa, ah, não imagino, porque é tão existencial, uma questão muito viva e importante. pergunta com a qual me identifico completamente porque tem sido uma das minhas frustrações e uma das dificuldades de traçar a estranha trajetória em que estou não poderia concordar mais eu daria um grito para Emiliano me permite premiar Churchill porque ele fez um trabalho importante, embora tenha feito algumas coisas que Emiliano e outros criticam e eu acho justificadamente, ele se refere a um doutorado como o diploma terminal porque você só chegará a ele depois de literalmente décadas de educação e qualquer coisa crítica que você coloque em sua dissertação deve ser examinada por aqueles que a supervisionam e é terminal não apenas no sentido de que você sabe que chega ao fim, mas é em grande parte o fim do pensamento crítico autônomo de alguém, porque tem que fazer isso. através do desafio, penso como você colocou como disse e isso é muito complicado e difícil situação que penso que precisa de ser identificada como tal e as pessoas devem ter conversas sobre tácticas e estratégias para lidar com isso, para que se possa construir tanta autonomia quanto possível, também é verdade que setenta por cento dos empregos académicos nos Estados Unidos os estados são adjuntos, portanto há um ataque material muito direto às condições de possibilidade de fazer atividades intelectuais trabalho que não estaria simplesmente alinhado com o bom senso ideológico, uh como gramsci, colocaria nela a ideologia dominante nesse aspecto, uh você sabe, no que diz respeito à identificação de táticas, pois você sabe, mitigar isso ou lutar contra isso, é claro, uma das coisas e obrigado por apontar que temos tentado fazer com o workshop de teoria crítica é esculpir algumas espaço onde as pessoas podem obter algumas das credenciais do mundo institucionalizado, lucrar com as suas ligações, potencialmente com os seus recursos financeiros e outras coisas semelhantes, mas cultivar uma comunidade que nos permite ter diferentes tipos de compromissos, discursos, modos de análise e potencialmente estar numa comunidade onde todos de repente, a língua franca talvez seja diferente da língua franca com a qual de outra forma estaríamos envolvidos mas é claro que não somos os únicos a tentar fazer isso, há uma série de outros projetos importantes e, portanto, o apoio às contribuições para e quero dizer que não apenas como financeiramente ou como estudante, mas potencialmente fazendo suas próprias coisas ou com seu próprias iniciativas para instituições alternativas ou contra-instituições, como Eduardo Galliano as chamaria de produção de conhecimento, são incrivelmente importantes e hum você sabe que existe o instituto de pesquisa social do Brooklyn, há muitos outros exemplos dos quais tenho certeza que as pessoas estão cientes e, por favor, não hesite em compartilhá-los no e-mail geral ou no bate-papo ou outro tipo coisas, mas também acho importante que o próprio desenvolvimento intelectual reconheça como algumas das condições materiais para fazer certos tipos de o trabalho que não está disponível na academia pode e às vezes está disponível, em outras palavras, em mundos culturais e mundos ativistas específicos, alguns dos trabalhos intelectuais mais importantes que eu diria da era contemporânea que foi feita mesmo dentro da estrutura dos EUA vieram de intelectuais que estão integrados em comunidades de ativistas, comunidades de produtores culturais e, às vezes, ambos ao mesmo tempo certo, o artigo que acabei de compartilhar com vocês e que acabei de escrever sobre o fascismo foi para a escola da libertação, que também é uma plataforma para a educação coletiva que é proveniente de comunidades ativistas, algumas das quais podem ter um pé na academia, podem ter um pé no mundo cultural mas o que realmente precisamos de fazer é trabalhar em conjunto para aumentar o poder objectivo, em vez de simplesmente concentrarmo-nos com base no nosso próprio poder subjetivo e nos nossos próprios itinerários individuais, se todos sairmos do workshop de teoria crítica e depois seguirmos as nossas próprias linhas carreiristas, então eu consideraria que o projeto não teve sucesso total porque o objetivo é que você saiba que temos poder por trabalhando juntos e encontrando soluções que podem não ser as soluções que o establishment Externo necessariamente deseja certas e assim por diante coletivamente, acho que poderíamos fazer muito mais do que poderíamos, é claro, individualmente e novamente, megan, se você quiser voltar para mim, então, por favor, faça ou adicione uma ótima pergunta de acompanhamento, embora um comentário caitlyn, hum, em primeiro lugar, meu serviço é um pouco engraçado, então se eu sair, basta me dar um sinal de mão e eu colocarei o meu pergunta no bate-papo, hum, sim, muito obrigado por aquela palestra e por sua resposta a Megan e hum e a todos que foram, foi realmente esclarecedor, acho que minha pergunta é até que ponto eu não quero defender ninguém contra esses realmente você conhece críticas brilhantes e válidas que você acabou de nivelar, hum, mas até que ponto esses pensadores poderiam ser ou ainda são potencialmente úteis como penso que Coupo está tão presente no trabalho de Edward Syed e seu desenvolvimento de você conhece sua teoria do orientalismo como eu não acho que ele poderia ter escrito aquele livro se não fosse por você saber seu uso a maneira como ele usa a análise de poder e conhecimento de Fuco e então trabalho em estou trabalhando em um diário agora estou pensando em até que ponto a análise material dele você conhece o idealista, você sabe que as relações objeto sujeito são úteis, você sabe a maneira como ele muda isso é realmente útil para uma análise ecológica, então sim, só estou me perguntando: tenho certeza de que você já ouviu essa crítica de tantas pessoas antes sobre o que você pensa sobre você sabe até que ponto elas podem ser você sabe que eles podem ser usados, pois você conhece qualquer tipo de análise radical ou se podem ou se devemos simplesmente jogar todos que você conhece, todos pela janela, então fale uma ótima pergunta e obrigado por ser tão direto sobre isso, porque é um live pergunta e entendo que as pessoas, uh, na verdade temos que levar a sério as forças objetivas que existem tendo um impacto em todos os nossos direitos subjetivos de produção intelectual e, portanto, se não reconhecermos o tipo geral de língua franca da academia, então saberemos eliminar uma parte muito essencial da análise, então acho que diria duas coisas: dada a amplitude e profundidade do trabalho de algumas dessas figuras, acho que existem elementos isso pode ser encontrado dentro deles que poderia potencialmente contribuir para vários projetos. Os escritos de Adorno sobre tecnologia musical no início do século 20, quando na verdade é uma análise materialista, acho bastante convincente e bastante interessante quando você compara isso com alguns de seus relatos de teoria estética. de autonomia que é em grande parte idealista, acho que é bastante problemático ou você olha alguns deles suas posições políticas não apenas chamavam a polícia, mas ele geralmente se opunha à organização anti-imperialista e anticapitalista que acontecia não apenas à sua porta, mas em sua sala de aula, então acho que, como analistas, deveríamos sempre usar o que eu se referiria a uma espécie de hermenêutica variada ou composicional, exatamente onde não é apenas um julgamento moral onde tudo o que esta pessoa disse é mau ou errado, mas pode haver elementos que poderíamos encontrar que seriam úteis ou produtivos de várias maneiras. Ao mesmo tempo, penso que é muito importante reconhecer quais são as limitações ou algumas das limitações, por exemplo, se Edward Saeed era mais profundamente versado nas tradições materialistas históricas e, em particular, nas críticas materialistas históricas do imperialismo no Oriente Médio e em outros lugares, acho que teria melhorado o livro e o desvio fucoiano para uma modalidade discursiva de análise, sem dúvida, é um impedimento a um nível mais profundo de análise e então talvez a última coisa que eu diria e isso possa ser um pouco mais provocativo é que às vezes me perguntei e tenho alunos que me perguntam isso pergunta que eles estão procurando sobre qual valor poderia ser encontrado nessas coisas, você conhece basicamente a teoria crítica generalizada da indústria global que venho referenciando e uma pergunta que sempre me faço é: bem, por que olhar para lá se você estiver interessado em como em minha própria pesquisa, eu quero entender o fascismo, devo ler adorno e foucault sobre o fascismo, por que eu olharia para lá no o primeiro lugar e uma das razões são as coordenadas objetivas do aparato de conhecimento que mencionei antes e para que o aparato tome decisões por mim. E isso não está necessariamente me direcionando para o livro de Michael Parenti, camisas pretas e vermelhas, que é provavelmente um dos muito melhores livros escritos sobre a história dos fascistas, em vez disso, está me direcionando para Adorno e Horkheimer e assim eu acho se quisermos cultivar as nossas práticas intelectuais autónomas e auto-reflexivas, devemos sempre fazer estas perguntas, o que também contribuirá para um trabalho intelectual mais interessante, porque encontraremos recursos que não são simplesmente os recursos de que todos os outros estão a falar e o final O que acontece é que se você está realmente procurando joias [de música], você conhece o conteúdo intelectual que irá fazer isso ajude você e aqueles com quem você interage teórica e esperançosamente praticamente por que você olharia em um deserto em vez de em uma mina uh ou outra maneira de colocar isso é certo se você está procurando diamantes não procure em desertos fukuyan e adornianos pode haver um lá talvez dois ou três escondidos em algum lugar, mas há literalmente milhões em outras minas que foram excluídas no nome deste deserto e, nesse sentido, acho que é realmente importante nos conectarmos a algumas dessas tradições de análise materialista histórica global que realmente nos dá recursos para a compreensão do mundo, talvez uma última coisa que desculpe por Caitlyn, é uma boa pergunta é que o seu a geração tem estado sob o jackboot das relações sociais capitalistas, provavelmente mais do que qualquer outra geração à direita da pandemia global nos mundos capitalistas tem dizimado os meios de subsistência das pessoas, as suas vidas apenas matam pessoas e a crise ecológica significa que pode não haver uma biosfera à esquerda à direita, pelo que os riscos da luta de classes para a sua geração são potencialmente mais elevados do que para qualquer energia de qualquer outra geração antes devido à contradição não apenas entre capital e trabalho, mas porque é uma contradição entre capital e natureza, certo, se não o fizermos resolva este problema então o capitalismo não só é capaz, mas já está destruindo as condições de possibilidade não só da vida, mas mais especificamente da vida humana, certo, então nesse sentido vamos caçar joias porque o tempo é curto e estas são na verdade questões urgentes que foram incríveis, obrigado você, hum josue, sim, muito obrigado por todos os seus comentários, eles têm sido realmente estimulantes em geral eu acho muito convincente seu foco em práticas materiais como a indústria acadêmica, a fim de contextualizar a série e fazer com que elas pareçam sensatas, certo, e estou me perguntando, talvez, quase em um nível mais sutil como quão bem-sucedido é o projeto da teoria crítica generalizada, quão bem-sucedido é, como cortar gostos completamente de como o marxismo socialista e como ou como o e não porque estou particularmente interessado em defendê-los ou como Tipo de como eu reconheço que sua ampla difusão nos força a gostar de ter que ser versátil em eles e voltar e entre eles, mas por exemplo estou pensando em alguém como Kevin Floyd, que escreve sobre Foucault e marx certo e como você pode ler a ideia de biopoder como fuco tomando a lei de acumulação do general de Marx e meio que se livrando das principais ideias da luta de classes e assim e mais uma vez como politizá-la profundamente e como ontologizar isso, então acho que parece que me parece que o marxismo é sempre o lugar onde mais a teoria crítica generalizada vem para sua própria inovação ou para seu próprio tipo de paradigmas de crítica e, nessa medida, me pergunto se isso poderia estar usando nossa Vantagem para repolitizá-los ou como voltar entre eles ou mudar a estrutura deles apenas para se conectar com públicos nos quais já são versantes naqueles em estruturas semelhantes que não conheço saiba se isso faz algum sentido, mas fiquei curioso para saber o que você pensou sobre isso, porque me parece muito que você está muito focado na fissura nas práticas materiais ao seu redor e só estou curioso para saber se elas também podem ser uma mistura em olhar para os próprios sistemas internos e suas próprias contradições, hum, mas sim, obrigado, essa é uma pergunta realmente ótima e uma série de comentários, algumas coisas muito rapidamente, uma delas é que a teoria crítica generalizada desta indústria global construiu, em sua maior parte, uma versão pessoal do marxismo e do materialismo histórico que todos deveríamos estar cientes, certo, ouvimos regularmente que o marxismo é sobre trabalhadores brancos do sexo masculino, é eurocêntrico, é teleológico, é determinista, é redutivista, não leva em conta o gênero, não leva em conta tendo em conta a classe ou o colonialismo, este é um caso muito clássico e quero escrever um pequeno artigo sobre isto da projeção liberal, certo, tenho certeza de que se você está familiarizado com a Psicanálise, você está familiarizado com a projeção em que os componentes-chave da sua realidade são projetados no seu inimigo e se você olhar para a história material das democracias burguesas sob o capitalismo e compará-las com a história material de na verdade, existindo o socialismo, uma coisa é facilmente aparente: havia uma parte do mundo que estava na vanguarda dos movimentos anticoloniais anti-racistas. Hum também movimentos libertadores de género, quero dizer, a revolução russa foi a revolução mais emancipatória para as mulheres antes ou depois, de acordo com valentin mogadon, que é relativamente uma espécie de progressista, mas não necessariamente um pensador marxista e por isso é muito importante para nós ver através desses argumentos de espantalho e explorar as maneiras pelas quais se você olhar para o trabalho de Alexandra Colentai ou Claudia Jones ou tantas outras pessoas e movimentos que eu poderia recomendar o marxismo é a vanguarda da transformação social para relações raciais coloniais e capitalistas de gênero uh sexualidade leia ângulos sobre a família, certo, há alguns problemas no livro mas ele está interessado na família como produto de relações sociais históricas e reconhece que ela é modificável e pode ser alterada e deve ser alterada corretamente porque as relações sociais burguesas têm a ver com propriedade. Um homem dono de uma mulher se engels disse que a pedra de toque para a análise de qualquer sociedade deve ser o nível de emancipação feminina ou feminina, é assim que devemos julgar as sociedades que são heterossexuais da boca do cavalo, Lennon disse que há tanto lennon sobre a questão das mulheres Clara Zetkin novamente que há um enorme corpo de literatura, então não sou eu dizendo que é toda essa tradição que foi excluída da academia que está dizendo isso e então se isso se o marxismo está envolvido, muitas vezes é engajado em termos dessa representação de pessoa palha e muitas vezes é transformado em um discurso entre outros discursos como se o objetivo fosse interpretar o mundo para não entendê-lo profundamente para transformá-lo e por isso há muitos intelectuais rad lib um tipo que dirão que são marxistas ou vocês sabem ensinar marxismo e envolver-se com marxismo e marcas de visão e tudo mais, mas há uma grande diferença entre uma redução idealista do marxismo um discurso ou para uma pessoa de palha versus uma compreensão materialista das maneiras pelas quais um marxismo é uma ciência da sociedade que está evoluindo e mudando e constantemente liderando a aprendizagem a partir de ciclos de feedback da realidade prática, certo, não há uma estrutura determinada, há um corpo contínuo de ciência que está em constante mudança, certo e que não é formado por marx, o homem, nem por lenin, nem por nenhum individual, é formado por uma atividade de carvão de seres humanos que lutam para se emancipar de um dos sistemas mais exploradores e opressivos conhecidos na história do planeta, certo, então isso é apenas uma rápida ressalva para realmente chegar à sua pergunta. estou absolutamente certo de que o simbolismo da crítica é inacreditavelmente importante no mundo acadêmico e artístico que as pessoas geralmente desejam apresentar-se como um direito crítico e há tantos bons exemplos disso e, portanto, uma das formas de capital simbólico simbólico na academia é a Radicalidade, certo, mas o ponto principal geralmente é o símbolo, não a substância, mas e é isso que eu realmente gosto em sugestão de Josué, podemos usar isso como um ponto de apoio para nosso significado vantajoso, se todos quiserem ser realmente radical, vamos ser realmente [__] radical, certo, como se você quisesse trazer o calor e fazer uma análise que estivesse realmente fazendo algumas das coisas que essas pessoas dizem que estão fazendo, questionando o significado que os sistemas existentes trazem à tona na luta de classes real em que algo está em jogo mais do que o discurso mais do que a linguagem, porque são as vidas humanas e a emancipação humana e, mais geralmente, apenas a vida a emancipação da vida em geral então vamos fazer isso e nesse sentido acho que há uma maneira de você saber Há uma certa maneira pela qual a história está do nosso lado porque como Michael Parente sempre diria a sociedade e o mundo que estamos vivendo é radical como se as pessoas estivessem desempregadas, elas não têm acesso a cuidados de saúde, suas vidas estão sendo destruídas muitas maneiras diferentes pelas quais eles estão sendo super explorados até os 30 ou 40 anos para passar ou 50 anos para passar pelo sistema acadêmico, tudo isso significa que o sistema está em profunda crise e, portanto, se pudermos vincular essa simbologia da crítica a críticas substanciais, então penso que temos um ponto de partida para obter uma influência real dentro do tipo de maior inteligência e acho que é real, não sei se foi assim se você quiser seguir com táticas e estratégias adicionais precisas a esse respeito, mas acho que é uma maneira muito importante de sugerir que não estamos apenas em na defensiva, mas também partimos para a ofensiva, certo, tudo bem, sim, obrigado, hum tassine, eu acho que você foram os próximos e uh assan eu acho que você estava com a mão levantada eu não queria pular sobre você se você quisesse pular, mas tassine pode ser o primeiro no nassan oh desmute-se obrigado gabriel e na verdade uh quando eu levantei o a minha mão para questionar na época pensei em te perguntar uma coisa, mas então fiquei tão absorto sua resposta de que eu só tenho que reformular aquilo que eu queria perguntar, na verdade sim, uh, o que eu queria perguntar é algo relacionado à compreensão dessa compreensão marxista das coisas. teoria uh o que estamos realmente fazendo é de alguma forma perder o relato daqueles de uh, por exemplo, meu parte do mundo uh, por exemplo, em todos os uh os teóricos e outros estudiosos uh você citou gabriel, foi tão legal que uh você citou uma aplicação deles de diferentes uh uh você contabilizou quase uh A maioria deles que realmente fizeram um trabalho tremendo em questões como esta uh, mas uh eu acho que é chamado assim há que há um praticantes vêm estudiosos pelo nome iminente cru da índia em bruto e uh ele fundamentalmente uh uh diferido no in the uh uh em na reunião um com lenin e Então uh ele voltou para a índia e ele realmente veio uh com uma crítica uh daquela interpretação marxista como uh feita por aqueles que eram colocando isso em prática, não é que de alguma forma na teorização ou, por exemplo, dos estudiosos dos estudiosos posteriores da Rússia depois de uh uh, por exemplo, o que novamente os estudiosos de uh durante aquele tempo em que uh Durante o tempo da guerra fria uh quando geralmente eles estavam realmente saindo com sua compreensão da coisa de uma maneira particular, mas depois o fim da guerra fria uma infinidade de estudiosos saiu da rússia escrevendo em russo geralmente não em inglês ou francês dessa forma ou por exemplo indiano é chamado assim não é que uh de alguma forma em termos de nossa compreensão das coisas uh como você também disse que nós somos nós estamos localizando Uh estudiosos uh no deserto então na verdade nós precisa procurar uma mente em um lugar onde haja uma mente acadêmica, então não é que de alguma forma estejamos, estamos perdendo a interpretação das coisas de estudiosos deste lado do mundo sobre questões sobre questões importantes do marxismo, questões críticas importantes do marxismo, até onde você acha que está uh uh lá ou estou apenas enfatizando demais Isso ou como o que você acha que incorporar adequadamente as opiniões dos estudiosos desta parte do mundo nos ajudará a explicar melhor as coisas, eu não sou muito claro em minha pergunta, acho que espero, mas o que quero transmitir, espero que esteja claro para você, sim, não, absolutamente eu acho que ok, recebo sua pergunta, deixe-me tentar e depois voltar para mim se não tiver respondido, você sabe adequadamente ou no nível que espera, porque uma das coisas que considero realmente importante dentro a tradição materialista histórica, especialmente da terceira internacional, é que sempre foram internacionalistas, então a ideia de que o marxismo seria um produto europeu é um mal-entendido da tradição dos materiais históricos que é internacional, quero dizer, o próprio Marx aprendeu russo sozinho e estava se correspondendo com os russos na preparação para o que mais tarde se tornaria a revolução russa e, portanto, dentro dessa tradição você tem você conhece pessoas da união soviética do Oriente Médio da Índia, obviamente da China, do maior comunista da Indonésia partido fora da China, num momento anterior ao genocídio massivo, a tradição materialista histórica latino-americana é incrivelmente importante mariatiki e galliano e tantos outros che e fidel et cetera e, portanto, esta é uma tradição que é internacionalista por completo e eu acho que essa é uma abordagem diferente das maneiras pelas quais a indústria da teoria global tenta construir um relação entre o que é chamado de norte global E o sul global em que existe uma lógica liberal de inclusão, a presunção é que o que deveríamos fazer é ser mais inclusivos, então vamos trazer spivak ou vamos trazer chatterjee ou vamos trazer esses números do o chamado norte global ou sul global, mas quando fazem isso isso é na verdade mediado por uma classe e projeto colonial aponto para o trabalho de Anya Lumba, uh Jennifer, eu sei quem está na ligação teria muito a dizer sobre isso porque ela está colaborando com qualquer pessoa em algumas dessas questões, alguns dos estudos pós-coloniais que foram canonizados na academia dos EUA, estes são brahmanas que têm uma relação discursiva com a tradição marxista e sempre que você valoriza alguém a esse respeito, você também está lançando uma longa sombra sobre todos os outros direitos de produção intelectual. A outra coisa que eu diria é que a tradição dos materiais históricos não é apenas internacionalista, é uma tradição fundada na autocrítica e há uma tradição muito infeliz. forma de projeção liberal que consiste em assumir que assim que alguém defender o materialismo histórico ou realmente existir o socialismo, isso significa que eles defendem cem por cento de tudo O que já ocorreu em qualquer lugar do mundo sob esse nome, esse não é o caso, a luta de classes certa continua dentro do campo socialista e é importante identificar os pontos fortes e fracos de vários projetos, certo, é assim que esses projetos cresceram e evoluiu ao longo do tempo, a revolução cubana, quando ocorreu pela primeira vez, apareceu para muitos no movimento comunista global como aventureiro e Ultra esquerdista quando conseguiu e, em seguida, estabeleceu o poder e reforçou sua relação com a união soviética para se defender contra u. o imperialismo S foi mais tarde incorporado ao campo leninista marxista, por assim dizer, hum, mas isso ocorreu porque os instigadores dessa revolução também estavam se separando de certos princípios e, portanto, a experimentação autocrítica e o dinamismo das tradições coletivas em andamento são realmente essencial para o sangue vital, por assim dizer, da tradição materialista histórica, não sei se tassine, se essas respostas forem de Jennifer, se você quiser pesar em qualquer uma de suas próprias pesquisas sobre estudos pós-coloniais, mais especificamente não, não, na verdade eu estava, sim, em termos de uh uh incorporar a teorização de estudiosos que na verdade não as colocaram entre colchetes em diferentes batidas ou dividir uma espécie de coisa, por exemplo, spivak ou outros, eles estão sentados lá no interior as universidades individuais e depois chegar lá foram canonizadas dessa forma, o que na verdade era curioso uh uh uh uh uh entender é a teorização de estudiosos A, por exemplo, aqueles na Índia ou na Rússia que escrevem em línguas indianas e e línguas russas, não aqueles que realmente entraram nisso e serão incorporados em termos de inclusão do liberal ocidental uh projeto, mas mas aqueles uh, por exemplo, eu tomei o nome de uh emin raw, por exemplo, assim e outro semelhante, então a escrita daqueles, por exemplo, aqueles uh porque o marxismo dessa forma tem, na verdade, por um período de tempo como um inverno, muito em o sangue dos índios porque como até mesmo hoje em dia, quando vamos para até agora para as aldeias da Índia, para que essas pessoas lá, uh, pessoas mais velhas e eles tenham conseguido seu trabalho, não podemos nem imaginar que eles teriam ido para a Rússia e depois se encontrado com pessoas lá e depois voltariam até eles foram para Cuba e desistiram porque moram em uma vila menor de Bihar e Bengala Ocidental o que eu realmente queria entender é que estes uh a teorização que é feita por uh se eu puder usar esta palavra este indígena quero dizer quero dizer e isso é um estudioso indígena uh então isso não está sendo contabilizado e essa é realmente uma das maneiras pelas quais a apropriação do marxismo é feita de uma maneira particular sim, é isso que eu realmente sim, por que é tão fácil para o liberal ocidental projetar coisas relacionadas ao marxismo ou outras coisas e essa projeção é facilmente aceita, embora exista esse mecanismo desta indústria e sobre a produção de conhecimento da indústria universitária e todas essas coisas, mas parte da razão pela qual os marxistas falham nisso é que há necessidade de uma contabilidade adequada das coisas no nível daquelas pessoas que defendem uh e tentam entender as coisas nas línguas locais no ambiente local no sim, não, quero dizer, acho que você está absolutamente certo ao dizer que os materialistas históricos sempre levam a sério seus inserção em conjunções específicas, tempos e lugares específicos e aquela coisa que é incrivelmente importante se alguém quiser se envolver seriamente com a tradição do materialismo histórico está se envolvendo com esses teóricos ao redor do mundo, então o que eu recomendaria e tyson, parece que você conhece algumas das figuras importantes a esse respeito, por favor, compartilhe-as com todos. Meu conhecimento da Índia é, você sabe, menor, tenho certeza, muito menor em comparação com o seu, faço um esforço conjunto para tentar descobrir quais são as tradições e você grupos de conhecimento são que eu deveria estar conectado o máximo possível, hum, mas também é difícil. Porque muito disso é mediado por forças sociais materiais, então o que chega à minha área de trabalho vindo da Índia, felizmente, tenho alguns amigos e intelectuais indianos muito próximos que pode me ajudar a entender que não leio russo ou que você conhece várias línguas indianas que o são falado e escrito na Índia e isso também é uma limitação, essa é uma das razões pelas quais muito disso tem que ser coletivo, porque as limitações de nossa própria formação linguística e cultural são tais que temos que ser capazes de nos conectar com pessoas que são mais enraizado nessas lutas indígenas em todo o mundo, então acho que é um ponto realmente importante, você fez quero pesar, peço desculpas, provavelmente vou parecer um pouco confuso, porque todo mundo nos fez perguntas excelentes que tenho ouvido, então minha pergunta é meio expandida em um nível, então uh megan traz à tona um bom ponto que você sabe como alguém que foi para a pós-graduação ao longo do tempo, sinto cada vez mais que você sabe que há um momento de estar errado onde você se sente como uma espécie de ronin intelectual quando está neste campo de coisas passando pela pós-graduação e pelo prédio em chamas, espero que funcione em algum nível, mas você sabe que há uma percepção crescente de que você sabe que as universidades estão lentamente voltando para maneiras que sempre foram, costumavam ser instituições que representam o status quo, o pensamento crítico radical não é necessariamente será um bastião de lugares como esse e por isso aprecio coisas como o workshop crítico de teoria Working like que você conhece como um certo momento radical dos anos 60 que chega ao fim onde as universidades tinham espaços para esse tipo de coisa, você vê instituições ou atividades semelhantes, como essa, talvez sejam generativas para formar seu próprio tipo de bolsa de estudos além da universidade ou das pessoas trabalhando juntos com o passar do tempo nas próximas décadas, à medida que as coisas ficam cada vez mais severas, porque como se eu estivesse pensando sobre isso, porque estou encerrando minha tese e você sabe que venho de uma família da classe trabalhadora da Caxemira que como se mudou para o Canadá e então você sabe que acabei na universidade e depois fiz meu trabalho de campo em Dubai e em um determinado nível que eu uso foucault, eu uso marcas e uso muitas teorizações, também as coloco no estilo atual nos estudos do Oriente Médio que tem se inclinado para a antropologia que está lidando com sua ressaca colonial de não dar qualquer tipo de observação política ou baseada em julgamento sobre e esta é uma generalização, é claro, é mais complicada do que isso, mas como quando vou para Dubai e encontro pessoas de vocês que conhecem muitas esferas da vida, como pessoas que entraram ilegalmente em Dubai uh com um passaporte tanzaniano do Iêmen, que é uma zona de guerra, e tentando escrever delicadamente estudos que em algum nível são tentando você saber empurrar a agulha em direção a uma determinada esquerda ou ou inclinação marxista, mas também entendendo isso o ato de teorização é tão engendrado com esse tipo de força totalizante hegemonizante de achatar as ideias das coisas que eu acho que você sabe, essa é a parte confusa onde eu não acho que sou claro, mas o que estou mais ou menos perguntando é como se você tivesse alguns conselhos sobre uma abordagem para eu acho que é uma noção mais ética e acho mais sutil de estudos de redação pode ajudar ou aconselhar porque, como o projeto maior em que estou trabalhando, é como o neoliberalismo se torna local em um lugar como o dubai em si e a ideia é que você saiba que as teorizações fazem sentido no amplo espectro de coisas como você tem Adam Hanier e outros marxistas que teorizarão o Oriente Médio e perspectivas muito amplas, mas sempre é sempre que sou sempre levado de volta ao exercício etnográfico propriamente dito, apenas encontrando, conversando e discutindo Você conhece grandes formações econômicas na área e então me pergunto como fundir as duas séries realmente grandes de perguntas e comentários sobre alguns elementos de resposta, como você diria em francês sobre a questão incisiva dos estudos de redação, acho que há tantas forças que contribuem para um intelectual taylorismo Na indústria teórica global mais ampla, o que devemos fazer é treinar-nos como microespecialistas num pequeno território que talvez o nosso diretor de tese aconselhe que exploremos e que nos impeça de fazer perguntas maiores, estamos até a exercer a nossa própria autonomia intelectual. então, parte de pelo menos minha recomendação de você conhece meu ponto de vista porque ainda estou crescendo e evoluindo como intelectual em tal situação ritmo rápido que às vezes me deixa ansioso, mas hum e assim apenas no sentido de que acho que todos nós deveríamos estar vitalmente engajados em nos fazer essas perguntas o tempo todo e empurrá-lo contra esse taylorismo intelectual significa que ok, talvez você tenha que dê ao sistema um pouco do que ele quer, se você estiver escrevendo uma dissertação sobre alegria ou sobre dubai ou outras coisas mais focadas, acho que é essencial sempre se perguntar não apenas a questão, mas também explorar a estrutura materialista mais ampla do contexto que você está explorando, porque uma das coisas mais poderosas sobre o materialismo é o processo de concreto abstração onde você pode sair de um elemento específico, pode ser uma obra de arte, pode ser uma ocorrência política crise económica e podemos sair dela para que não se trate apenas dos detalhes do que estamos a investigar, mas dá-vos uma apreensão que seria equivalente a quando olhamos para um mapa que identificamos para podermos ver o panorama geral e se você não consegue ver o panorama geral e como tudo isso está aninhado, então você está perdendo de vista o a totalidade social, então, em suma, eu encorajaria as pessoas, mesmo que você faça um trabalho especializado, dedique tempo para situá-la dentro da totalidade social, que é uma perspectiva internacionalista sobre o período de tempo ou conjunto de Lutas específico em que você está se concentrando, na outra coisa que eu acho que você começa abordando são táticas para navegar e ficaria feliz em conversar pessoalmente com alguém sobre isso consegui meu emprego porque sou especialista em teoria francesa, hum porque você sabia que fiz meu mestrado com derrida, meu doutorado foi ruim, você eu trabalho em estreita colaboração com o monsieur do vôlei e essas são figuras que, como apontei, claro, criam carregam uma certa quantidade de capital simbólico na academia, não consegui minha posição acadêmica por causa de um materialismo histórico franco ao qual nossa dedicação a terceira direita internacional, então não sou ingênuo o suficiente para pensar que você sabe ou para pensar que o sistema funciona de maneira diferente disso e então acho que em um nível tático e existencial é importante identificar e mapear aqui está como o sistema funciona aqui está o trabalho que quero fazer e as comunidades das quais quero fazer parte e como posso resolver esse problema encontrar uma maneira para mim, na medida do possível, de fazer o que quero fazer nesta comunidade intelectual específica, ao mesmo tempo em que ganho os recursos necessários para fazer isso, se for na academia o mundo cultural ou o mundo jornalístico de outros mundos, etc., e isso é eu sempre me lembro das declarações de Jean-luc Godard sobre como ele faria seus filmes porque eles estão sempre muito pressionados mude seus filmes de várias maneiras e ele, em certos casos, estou pensando no desprezo pelo filme de 1963 e mudou com base no que os produtores o fizeram fazer, mas depois do fato ele disse que você conhece o processo criativo de fazer um filme que poderia ser comparado a fazer uma dissertação ou escrever um livro ou organizar um protesto é aquele que está sempre mobilizando a criatividade resolva problemas do mundo real e, portanto, parte de nossa energia intelectual deveria se concentrar neles como problemas do mundo real, como vocês, como pessoas, estão indo se ainda não encontraram as condições materiais necessárias para o seu próprio desenvolvimento de crescimento prático intelectual, etc., e isso também deveria ser algo como uma continuação de que devemos ajudar uns aos outros com razão, devemos ser aliados porque muito de uh O taylorismo que entra na produção intelectual também está nos colocando uns contra os outros como concorrentes certos, em vez de nos fazer reconhecer agora que estamos juntos nesta luta e temos que tentar construir poder juntos, há muito mais no que você disse como se não soubesse se você quer acompanhar ou devemos continuar só por uma questão de tempo para outras pessoas eu adoraria outras pessoas, podemos continuar Falando sobre alguns dos temas que foram levantados em outras conversas, obrigado, sim, obrigado, misha, acho que você é o próximo sim, obrigado, uh, isso realmente leva muito bem à minha pergunta, uh, eu estava me perguntando como entendemos nossas próprias posições como acadêmicos em relação a esta indústria teórica global, já que a identificamos particularmente nesta workshop sobre teoria crítica e uh sim, eu me pergunto como poderíamos entender alguns dos fundamentos um materialistas que permitem que isso ocorra à luz da crítica que você desenvolveu no contexto do pós-estruturalismo e outros aspectos desta indústria de teoria global, sim quero dizer, os fundamentos materialistas para o workshop de teoria crítica foram originalmente o financiamento que recebi da universidade villanova para iniciar um programa de verão, mas ao longo dos anos, infelizmente, isso foi eliminado e agora dependemos em grande parte das taxas do programa para apoiar o trabalho que fazemos e as várias pessoas envolvidas e nos bastidores, uma das coisas que gostaríamos dizer que existem pelo menos dois princípios fundamentais que orientam as decisões que tomamos é que é importante mesmo que seja como você sabe, tenha certas limitações que as pessoas sejam pagas por seu trabalho, não recebam uma quantia enorme, infelizmente, às vezes é quase apenas simbólico em comparação com o que você sabe que certos membros do corpo docente que recebem meio milhão de dólares por ano estão sendo pagos por sua taxa horária, hum, mas isso é muito importante para nós e o outro é encontrar maneiras de gerar fluxos de receitas que nos permitam manter o maior número de internacionalistas e como colocá-lo em grupo de participantes com classe inteligente, por isso queremos sempre Pessoas que sejam capazes de contribuir com nada ou quase nada, não porque isso nos ajude a resolver o problema orçamental, mas porque o o esforço educacional em que investimos é tentar criar um mundo intelectual no qual a classe ou posição esteja dentro a economia global, se alguém é de um país sub-você sabe, cita um país subdesenvolvido ou estruturalmente subdesenvolvido que seria necessariamente excluído. E então uma das maneiras pelas quais tentamos fazer isso, você sabe, é um projeto em andamento, então se as pessoas têm ideias ou contribuições, infelizmente não conseguimos obter subvenções, mas também sei como funciona o sistema de subvenções e então eu acho que há razões bastante claras para isso: se as pessoas têm um pé em uma instituição, então tentamos fazer com que elas aproveitem seus fundos institucionais para apoio. Para o workshop, enquanto se elas estão pagando do próprio bolso, tentamos trabalhar com eles para encontrar soluções que tornem isso tal que possam participar do workshop, hum, esses são alguns deles e misha, eu não sei se se é exatamente nisso que você está pensando, eu interpreto materialista, é bem, vamos para a economia política de como fazemos essa coisa funcionar, hum, isso também significa que há uma grande parte do trabalho isso não está realmente coberto, hum e honestamente muito desse trabalho provavelmente acaba caindo sobre mim e sobre uma ou duas outras pessoas quem está envolvido no workshop e é porque você sabe que é uma paixão tentar desenvolver uma instituição que funcione de uma forma diferente das outras instituições existentes e por isso não temos que os spickets não estejam abertos com o fluxo de caixa hum, há coisas maiores porque isso levaria a uma pergunta maior, mas eu ouço a pergunta de Misha também lá são coisas realmente importantes sobre a história da formação da classe gerencial profissional e sua relação com a estratificação de classes de forma mais geral, então cresci no trabalho agrícola na Construção, venho de uma estranha formação híbrida porque meu pai acabou lecionando também na universidade, então ele estava trabalhando na construção e lecionando na universidade ao mesmo tempo, então não sei exatamente como você descreva materialmente minha formação de classe, mas eu sabia muito mais sobre trabalho agrícola e construção do que sobre trabalho intelectual até pelo menos os 18 ou 20 anos. e então eu trago isso também e essa sensibilidade para o workshop e também para meus compromissos com a classe gerencial profissional, que acho que é melhor descrita como uma classe que desempenha uma função única porque faz a mediação entre a classe dominante capitalista e o massas da humanidade e um dos papéis que essa classe tem desempenhado e estou pensando nos jornalistas intelectuais culturais produtores etc na classe gerencial profissional é resolver um direito de contradição Impossível eles querem fazer o mundo parecer como se aquele que o mundo construído pela classe dominante capitalista é realmente no melhor interesse até certo ponto das massas da humanidade e eles também querem fazer parecer que eles como intelectuais estão do lado do povo e isso diz muito sobre o que José Josue destacou sobre a importância da simbologia radical dentro da academia e essa função significa que muitas vezes eles estão trabalhando em contra-fins, certo, e acho que uma análise de classe disso é realmente importante para nós entendermos o tipo de mundo existente da intelligentia, mas também como nos situamos e nos relacionamos com ele de várias maneiras misha eu não sei se você quer voltar para mim ou acompanhar isso ou devemos passar para amanhã sem mudo, uh, sim, eu realmente tenho que ir para outro workshop, mas hum, obrigado, hum, e sim, eu gosto que você segure tudo bem, parece bom, vamos virar a palavra amanhã e esta provavelmente será nossa última pergunta, a menos que alguém se alguém quer entrar, eles podem, mas de outra forma, mara hum, sim, obrigado por isso, mas minha pergunta é: Hum, essencialmente, como navegar e recuperar a luta racial e de gênero da política de identidade liberal burguesa que atualmente está divorciada da mudança material porque hum, essa identidade liberal política que parece ter sido encorajada por teóricos franceses como Foucault e Darada e que, em vez disso, aplaude as lutas localizadas uh Grandes mudanças materiais e isso teve muito sucesso e na verdade mascara as desigualdades materiais raciais e de gênero através de coisas como contratações simbólicas de diversidade e essa ideologia de multiculturalismo que é usada em comerciais capitalistas e, enquanto isso, há negros ainda sendo baleados no ruas e acho que esta é uma questão de práxis só porque esta ideologia idiota parece ter tido tanto sucesso Uh, ao interromper a mudança radical para as minorias, sim, acho que é uma espécie de questão de práxis, mas sim, é uma ótima questão e acho que é realmente importante identificar o centro de gravidade histórico do projeto de política de identidade como sendo uma das ideologias dominantes do capitalismo neoliberal é o tipo de ideologia para a esquerda liberal e a intelectualidade progressista e você tem o movimento do poder branco, que também é um movimento de política de identidade que faz parte de formas conservadoras e reacionárias de direita e, portanto, ambos compartilham essa orientação específica que está amplamente enraizada na essencialização e reificação de identidades construídas social e historicamente, para que haja nenhuma análise real de como essas identidades foram forjadas ao longo do tempo E por que foram forjadas para que fins específicos elas servido e isso faz parte da luta, certo é a luta para elucidar completamente as categorias raciais que agora são dominantes dentro de nós ou também em outros países, é claro, ou o gênero dominante e as categorias e práticas sexuais e, portanto, há um enorme corpo de literatura que eu encorajaria todos nós a explorar o trabalho da irmã de campo sobre racecraft. É excelente na história do racismo nos Estados Unidos, o trabalho de Adolf Reid Junior, você sabe que há tanto trabalho que eu ficaria feliz em compartilhar bibliografias se as pessoas estivessem interessadas, mas no que diz respeito mais especificamente ao tipo de orientação prática, uma das coisas interessantes sobre política de identidade é que ela identifica uma série de problemas sociais que estão enraizados em questões da vida real, as mulheres continuam a ser oprimidas, continua a haver um a disparidade salarial continua a haver racismo, você conhece institucional e outros e, portanto, em algum nível, é uma ideologia que toca na verdadeira direita, há fatos que são caçados furtivamente, mas o que acontece é que esses fatos são enquadrados em uma gestalt ideológica que os distorce, então não não entendo de onde vieram esses fatos em primeiro lugar e também não entendemos como realmente lutar eles e, portanto, parte da área ou território que é aberto por algumas formas de política de identidade é levar a sério esses fatos de opressão racial e de gênero e super exploração e outros enfeites e então a orientação mais prática que você está perguntando sobre eu acho que consiste em identificar muito claramente a diferença entre soluções falsas simbólicas e representativas para problemas reais e soluções transformadoras substantivas para esses problemas estão certos, então se a solução da política de identidade for mediada por todas essas diferentes táticas, tokenismo, a palavra de que alguém quebrou algum teto de vidro, o apelo por uma maior diversidade de pilotos de caça que estão lançando bombas ao redor do mundo ou as maneiras pelas quais a diversidade a indústria também se canaliza, como Jennifer havia apontado, tendo porta-vozes para que você tenha intelectuais profissionais que com uma cara séria dirá que a comunidade negra pensa que a comunidade lgbtq pensa isso e você tem que se perguntar quem o nomeou como nosso porta-voz, certo e então há muitas táticas diferentes que são usadas e você vê isso na mídia de massa dentro do establishment político e no mundo cultural mais geral, a indústria da diversidade não está apenas na academia, está uma forma ideológica generalizada de capitalismo neoliberal para mobilizar o poder contra isso, então, se pegarmos nestes factos e os enquadrarmos numa gestalt ideológica, isso explica como foram realmente produzidos, em primeiro lugar, porque foram produzidos e, em segundo lugar, como realmente resolver estes problemas. de frente pela transformação social material, então acho que isso nos dará as ferramentas necessárias, pelo menos em um nível intelectual, bem no nível da luta prática real, isso requer envolvimento direto do ativismo em várias organizações e outras coisas semelhantes, mas pelo menos nos dará as coordenadas. Para o que uma transformação radical realmente olharia e realmente voltaria a algumas das coisas que eu estava dizendo anteriormente, essa é uma das razões pelas quais explorar o socialismo realmente existente é tão importante, hum, há um ótimo documentário que você pode assistir, chamado uh, acho que é a revolução mujeres, que são as mulheres na revolução, é sobre o envolvimento das mulheres na revolução cubana e é uma visão fascinante sobre as questões das mulheres e das mulheres racializadas uh em cuba antes e depois do duradouro então a revolução cubana e o que temos em plena exibição é uma resposta à opressão e exploração de género bem, isso é racializado, o mero oposto da simbologia que você obtém na administração biden ou na indústria da diversidade, porque se trata de realmente mudar as relações materiais, permitindo às mulheres acesso a cuidados de saúde confiáveis, uh empregos que são iguais, você sabe, e as estatísticas em cuba são incríveis, não os tenho em mente, mas quando você olha para o trabalho força das mulheres profissionalizadas em cuba é muito claro que são ligas que você conhece muito além do que está acontecendo nos Estados Unidos e por isso também podemos aprender com esses exemplos e então sermos capazes de apontá-los e dizer se não queremos simplesmente Uma mulher se torne um novo membro da corporatocracia ou da elite política ou da classe gerencial profissional, mas a nossa política é investidos na libertação das massas de mulheres, então não podemos abraçar a simbologia, não podemos abraçar o tokenismo, não podemos abraçar estas narrativas falsas sobre tectos de vidro. O que temos de fazer é desenvolver uma política que seja materialmente baseada na libertação de as massas de mulheres e veja todos os exemplos em que isso ocorreu com sucesso, não conheço mara novamente se quiser seguir para cima ou se eles forem finais, eu sei que ultrapassamos um pouco o nosso tempo, mas se houver comentários ou preocupações sobre perguntas finais, então, sem dúvida, pode fazer uma pergunta final, sim, com certeza, obrigado professor, então esta pergunta é mais eu acho e estreito, hum, é só que ao ler seus artigos, uh, uma das coisas que achei muito interessante, uh artigos De foucault foi a questão de como entender isso a inscrição de agência individual neste tipo de projetos mais amplos ou estruturas maiores o tipo de coisa que me veio à mente foi esta entrevista de nom chomsky com um jornalista do bbc discutindo seu livro a fabricação consentir quando eles discutem a autocensura e então Este jornalista descarta essa noção dizendo como ah, mas não sou tão censurado, você conhece minhas ideias, eu realmente acredito nelas, elas não são como me foram impostas pelo editor ou pelo dono do bbc, mas então chomsky diz bem, sim, precisamente porque você tem essas ideias é que você tem essa posição, caso contrário você não a teria, então esse é o tipo de coisa que me veio à mente porque uh lendo seus artigos eu começo a perceber que a produção de ideias tem que estar ligada à circulação de ideias, essas outras forças como eu não conheço governos editores editores que são hum eles têm mundos invisíveis, mas eles realmente desempenham um papel importante na obtenção essas ideias uh público mais amplo e é por isso que acho que algumas das outras ideias que não temos, não sabemos, não temos não veja ou não temos tanta exposição, então minha pergunta é realmente como entendemos isso Hum, quero dizer, desde que voltei para foucault você mencionou que sabe que ele era, ele não era um pistoleiro contratado para o cia, mas mesmo assim ele participou de uma forma neste projeto de obscurecer a esquerda comunista mais marxista, então minha pergunta é realmente como temos uma estrutura ou não conheço teorias ou um conjunto de autores nos quais podemos confiar para realmente compreender essas agências individuais. Inscrevendo essas estruturas mais amplas, grande questão, acho que a análise, uma análise dialética da totalidade social nos permite identificar as forças objetivas que operam em uma conjunção específica ou em um espaço-tempo específico e vinculá-las ao comportamento de agentes subjetivos certo, então temos agências que você conhece E eu coloquei isso no plural de propósito, porque também há agências conflitantes dentro de nós, certo, você pode ter a pessoa voltada para a carreira em um ombro e o revolucionário político semelhante no outro ou outras versões desse direito e que uma análise da totalidade social, particularmente no que diz respeito às pistas da indústria da teoria global nós ou eu espero que um dos fatores mais importantes para mim E isso é que parte da forma como o sistema funciona é que não é verdade que o mundo objetivo das forças sociais como a corporatocracia capitalista esteja apenas operando com uma série de marionetes cordas e eles os prendem a eu não conheço foucault ou joe biden, aliás, ou qualquer outra pessoa e eles estão apenas movendo-os e eles se movem de acordo com essa ideia. Na verdade, foi difundido na intelectualidade para nos confundir sobre a dialética do objetivo e do subjetivo, em vez de uma das coisas que é essencial para a produção intelectual no mundo contemporâneo dentro pelo menos esta indústria é que a cia e a corporatocracia não apenas criaram um monte de marionetes pelas quais pagam a construção de teatros de marionetes e de marionetes vem por vontade própria, o que se conecta ao ponto que você levantou do chomsky, que considero um ponto importante: há um fenômeno do que é chamado de Elevação se você já esteve em um elevador poço que está aberto e há ar que está passando por ele e que está explodindo, você coloca um pedaço de papel e a gravidade não vai derrubá-la, a elevação vai retomar aquilo a que os sujeitos são frequentemente submetidos em ambos os sentidos da palavra submetidos dentro de um campo de força objetivo de relações é a elevação, todos nós entendemos que se quisermos obter uma boa nota em um determinado artigo ou conseguir um emprego ou fazer certas coisas, muitas vezes temos uma compreensão inata e inata no você sabe que se tornou uma segunda natureza, não que tenha nascido lá da elevação e do que precisamos fazer para jogar um jogo específico ou ter sucesso de uma maneira específica e, portanto, o jornalista a quem você está se referindo é o jornalista que vai ser contratado para esse trabalho porque é um jornalista que não vê sua própria autocensura da mesma forma intelectuais que seriam contratados para a academia e acreditam que se trata de um reino livre de ideias em que é a meritocracia e outros enfeites, geralmente serão as pessoas que seriam promovidas perfeitamente na classe gerencial profissional e, portanto, atenção a essa elevação, eu acho que é importante para identificar como o sistema funciona como uma dialética entre forças sociais objetivas e subjetivas e existe também só para inserir isso em casos muito específicos, há maneiras de ver isso muito claramente ou espero que a maioria das pessoas possa ver isso, alguns dos intelectuais mais bem pagos e promovidos olham para Francis Fukuyama, quero dizer, o cara trabalhou para a corporação Rand, que é um recorte cia ou hannah aurent cuja pesquisa foi financiada e apoiada pelo escritório estrangeiro na Grã-Bretanha e cujos livros também foram traduzidos por um ou havia pelo menos conexões com dinheiro através do congresso pela liberdade cultural ela participou de suas conferências uh horkheimer você sabia que você passou pela lista de pessoas como esta em meu próprio caso, um artigo que escrevi chamado ci diz que a teoria francesa foi rejeitada pelos tempos de Nova York por que eu enviei para a época porque publiquei coisas lá antes, eu esperava que fosse publicado, absolutamente não uplift, não funciona assim, certo e, portanto, também identificar essas restrições materiais nos permitirá ver onde existem sites onde poderemos intervir, enquanto há outros que estão apenas bloqueados, Carlos faz isso para responder à sua pergunta e as preocupações são absolutamente muito agradecidas Bem, acho que estamos praticamente, a menos que haja uma urgência, nos envolvemos bastante com algumas das questões existenciais que eu realmente aprecio porque são questões realmente vitais e elas são questões contínuas também para mim, certo, porque a relação com as instituições é essa ideia de uma longa trajetória através de uma instituição, como alguém se relaciona com mundos intelectuais maiores uma pergunta contínua, então imagino que nenhum de vocês presuma que chegará a um ponto em que tudo será resolvido, essas são lutas contínuas, mas talvez a última coisa que eu diria e imagino que falo por Jennifer aqui também bem é que ficaríamos mais do que felizes se as pessoas quisessem entrar em contato com preocupações ou problemas específicos que estão enfrentando novamente deveria ter uma economia de solidariedade e apoio mútuo, em vez de individualismo e carreirismo que nos coloque uns contra os outros, porque isso fará o jogo das pessoas que criaram um sistema onde tão poucas pessoas realmente têm as condições materiais necessárias para fazer você conhece um trabalho intelectual rigoroso, Jennifer, vejo sua microsoft, você queria repetir qualquer coisa, só queria ter certeza de que você vi as perguntas que estavam no chat oh não uh eu não, mas também estou vigilante sobre a hora em que houve uma ou duas delas jen que você pensou que eu deveria fazer Bem, havia eu acabei de ver que um tyler karna shenry e Julia, acho que todos tinham perguntas, hum, não sei se você queria hum, como se houvesse essa pergunta a crítica analítica de certas teorias continentais e como você diferenciaria seu materialista histórico da crítica daquela do tipo de crítica de direita vinda da filosofia analítica, uma questão sobre se eu poderia seguir em frente se não quiser abusar do tempo ou da paciência das pessoas, eu poderia analisá-los em cinco ou dez minutos se as pessoas quiserem, hum, se as pessoas quiserem ou exausto com o zoom ou com outras coisas para fazer, então entendo que você precisa sair da ligação, então Tyler fez sim, ele Tyler levantou a questão sobre os departamentos analíticos que dominam os nós e se posicionam como mais fundamentados cientificamente, hum, a parte da pesquisa que eu fiz analisa a história da filosofia analítica como, até certo ponto, a filosofia do império ou seja, a filosofia que tem sido amplamente promovida pelos Estados Unidos e é um projecto colonial internacional no sentido de que assumiu muitos departamentos de filosofia, pelo menos no mundo, que conheço na Europa, mas também vejo sinais disso noutras partes. do mundo e parte disso é porque houve uma segmentação de intelectuais comunistas nos Estados Unidos muitos deles foram despedidos dos seus empregos, claro, através dos expurgos vermelhos que remontam ao período entre guerras, mas também na sequência da Segunda Guerra Mundial e da filosofia analítica, pelo menos em certas formas, foi promovida como uma espécie de abordagem tecnocientífica burguesa. que pretendia fundamentar a filosofia em uma modalidade de análise puramente racional e avançou na realização desse projeto de é claro que agora estou resumindo parte da filosofia analítica para qualquer especialista. Poderíamos falar sobre os detalhes. Pode haver pequenas exceções, como o marxismo analítico e outras coisas semelhantes, mas o quadro geral é que a análise histórica e social está entre colchetes em nome do escoramento. acima do raciocínio lógico como o fim de tudo e a estrutura principal para uma abordagem de um ao mundo então ele oclui muito do que vem da tradição dos materiais históricos e desses modos de análise, é claro que há muito mais que poderia ser dito sobre isso, diz Karna, faz ou deve a esquerda incompatível rejeitar completamente a noção fukoi de histórico a priori eu pergunto porque minha linha de pensamento está próxima do que você descreveu como uma teoria crítica generalizada para que você saiba foucault desenvolveu esta ideia de um histórico a priori particularmente dentro da ordem das coisas nos anos 60 e a ordem das coisas é um livro profundamente antimarxista é você sabe em si e por si só mas tenta sangrar marxismo em economia política burguesa que é basicamente misturando maçãs e laranjas É como fascismo e comunismo eles simplesmente não são estruturalmente compatíveis e então eu pense que o argumento é totalmente falho e que, na sequência disso, como salientei no artigo, é claro que Foucault publicou todas estas declarações antimarxistas basicamente dizendo que o marxismo está morto no século em que só começou a assumir uma vida prática no início de 1917. E então acho que isso realmente dependeria de Karna de como exatamente você define o que é um a priori histórico no caso de Foucault, há a construção de uma espécie de plano transcendental da história que são as coordenadas de qualquer episteme ou configuração discursiva específica e presume-se que essas coordenadas pelo menos com quando uma epistemia ou um tipo de o bloqueio épico permanecerá inalterado até que haja algum tipo de ruptura que ele tenha muita dificuldade em explicar isso introduzirá um novo conjunto de coordenadas que se baseia em grande parte numa espécie de abordagem idealista da história que presume que existem realmente estas coordenadas transcendentais como algo acima da história material que supervisionaria todas as ocorrências da história material, portanto, em vez de uma abordagem de baixo para cima. análise ascendente é a projeção de uma espécie de estrutura de cima para baixo na qual você encontra no trabalho de Rancier estética Além disso, ele basicamente incorpora com pequenas mudanças a mesma metodologia fucoiana, então eu veria isso como um projeto meio difícil, mas novamente dependeria de como você define a prioridade histórica se for em um sentido estrito de foucaultium ou talvez em um sentido ligeiramente diferente. e então eu acho que este é o último, espere, há mais dois, então vou acelerar não falarei muito rápido, prometo que me pergunto como é que alguém combina razoavelmente a biopolítica com a teoria marxista, especialmente em contextos pós-indecoloniais, parece funcionar especialmente bem quando se trata da análise da formação do capital humano que é deposto com o neoliberalismo, então é claro que entrar na biopolítica levaria algum tempo, a ideia básica de que existe uma governança das massas de humanidade que se concentra nas taxas de natalidade e na demografia e nas taxas de mortalidade e coisas assim agora, que é uma compreensão importante da emergência de estados liberais centralizados sob o capitalismo na Europa num determinado momento, penso que existem descrições muito coerentes desses processos que não se desvie para os elementos mais idealistas que você encontra em Foucault, bem como para certas desculpas para formas de neoliberalismo novamente EU sei e reconheço que isso abriria uma grande lata de vermes e debate em torno do neoliberalismo como como há um na erudição fukuiana um o e, em seguida, as maneiras pelas quais a biopolítica foi pego por um pessoas como membe e outros também continua a divorciar essas questões Biopolíticas da luta de classes global um você sabe que pode haver certeza sinais disso que você poderia desenterrar um pouco no membro também sofrem de uma leitura errada de co naquele famoso ensaio sobre necropolítica que não é muito útil porque revela a falta de rigor materialista envolvendo até mesmo com o texto de foucault, mas novamente isso nos levaria um pouco longe, então vamos passar para a pergunta final, desculpe, estou correndo aqui, mas apenas tentando respeitar o tempo, hum, quais estratégias de chamar a atenção para os intelectuais marxistas que você mencionou podem ser consideradas para um país pós-soviético que entrou no caminho do pró-capitalismo e está, após o colapso do ussr, são na verdade totalmente preconceituosas em relação à esquerda. discurso excluindo-o academicamente e marginalizando-o culturalmente grande questão porque particularmente no antigo bloco soviético vimos tantos países isso foi aberto ao roubo de pilhagens capitalistas e à degradação geral da existência humana e penso que precisamos de uma análise materialista dessas consequências, eu sugeriria o trabalho de Michael Parente nessa frente, particularmente uma palestra no YouTube sobre Reflexões sobre o colapso do comunismo, penso é ou sobre o colapso da união soviética onde ele aponta o facto de que o socialismo realmente existe foi benéfico para as massas da humanidade, ou seja, as massas que tiveram acesso a cuidados de saúde gratuitos e/ou acessíveis, educação habitacional, hum, e tenho certeza de outras coisas que estou dizendo que estão escapando de mim agora, estou esquecendo agora, então em Nesse contexto, presumo que isso é provavelmente muito mais difícil porque muitos dos intelectuais que conheci são acadêmicos desses os contextos lucraram generosamente com a elevação global da indústria teórica, o que significa que tendem a ser os intelectuais que se envolvem com o discurso dominante do chamado Ocidente e depois policiam essas fronteiras exatamente onde não podemos mais falar sobre coisas que estão além do pálido, mas em vez disso, deveríamos saber que os modos de análise do fukuon durian seriam, na melhor das hipóteses, se eles não estão mais à direita disso, então não conheço bem o contexto específico para recomendar táticas e estratégias muito precisas, mas acho que o duplo projeto de uma análise materialista da violência introduzida pelo desmantelamento do sistema soviético regime uh combinado com uma análise de quanto da produção intelectual global como resultado da elevação das instituições poderosas a maioria dos quais está situada no norte global, o que incentiva certos tipos de trabalho, se você estiver em uh, você sabe que conhece muitos países diferentes, Romênia, Hungria, mas também Índia, Japão ou China, aliás, uma das maneiras de desenvolver um trabalho muito a lucrativa carreira acadêmica é se conectar à indústria teórica global e, ao mesmo tempo, apontar isso e analisá-lo em seguida, conectar-se a essas tradições mais revolucionárias, acho que pode ser pelo menos parte de uma tática para lutar contra isso